- Bitcoin testa zona de acumulação com suporte histórico
- Liquidação de US$ 80 milhões impulsiona tendência de alta
- Bitcoin sobe 1,6% e reforça viés de valorização
Após uma semana de desempenho positivo, o Bitcoin segue sendo negociado pouco acima de US$ 75.000. No momento, a criptomoeda é cotada a US$ 75.871,41, com alta de 1,6% nas últimas 24 horas, acompanhando o movimento de valorização dos ativos de risco diante da expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã.
Dados recentes indicam que o ativo entrou em uma região considerada decisiva para o mercado. O Índice Combinado de Mercado do Bitcoin (BCMI) recuou para a faixa entre 0,2 e 0,3, nível historicamente associado a períodos em que o Bitcoin esteve subvalorizado.
Descrita como uma “Zona de Acumulação de Valor”, essa faixa já marcou momentos importantes de precificação ao longo dos ciclos anteriores. O indicador reúne métricas on-chain e de sentimento, como MVRV, NUPL, SOPR e Fear & Greed, oferecendo uma visão ampla do comportamento do mercado.
A leitura atual sugere que tanto a avaliação do ativo quanto o sentimento dos investidores retornaram a níveis observados no início de 2023, após a recente correção. Ainda assim, a média móvel de 90 dias segue em queda, apontando que a pressão vendedora não foi totalmente absorvida.

Analistas destacam que a estabilização dessa tendência será um fator importante para confirmar o fim do movimento de baixa. Enquanto isso, o cenário mostra uma relação mais favorável entre risco e retorno, reforçando a ideia de que o mercado pode estar em fase de acumulação.
Ao mesmo tempo, o sentimento entre investidores apresenta viés mais otimista. Segundo o analista Ali Martinez, a recente alta provocou a liquidação de quase US$ 80 milhões em posições vendidas, contribuindo para o fortalecimento do movimento ascendente.
Com esse reposicionamento, níveis de preço como US$ 70.000, US$ 65.000 e US$ 57.000 passam a concentrar grandes volumes de posições compradas. Esses pontos podem atuar como zonas de liquidez, ajudando a eliminar alavancagens excessivas e reorganizar o mercado.
Apesar disso, nem todos os analistas descartam novas quedas. O investidor Davinci Jeremie alertou que o mercado pode ainda não ter atingido o fundo do ciclo atual.
Ele comparou o momento recente à queda registrada em junho de 2022 e sugeriu a possibilidade de um novo evento de capitulação. Na época, o colapso da FTX levou o Bitcoin a recuar temporariamente para abaixo de US$ 16.000, após uma onda intensa de liquidações.














