- Bitcoin pode cair com aumento de entradas em exchanges
- CryptoQuant aponta risco de realização de lucros no curto prazo
- Baleias ampliam depósitos e elevam pressão vendedora
A recente valorização do bitcoin começa a dar sinais de enfraquecimento, com indicadores on-chain apontando para um aumento consistente da pressão vendedora. Dados analisados pela CryptoQuant mostram que o movimento de alta pode perder força no curto prazo, principalmente diante do crescimento expressivo das entradas em exchanges.
O bitcoin chegou a ultrapassar a faixa dos US$ 76 mil, registrando o maior nível desde o início de fevereiro. A alta foi impulsionada por fatores como a fraqueza do dólar e uma trégua temporária no conflito entre Estados Unidos e Irã, o que favoreceu ativos de maior risco.
Mesmo assim, o preço recuou para a região de US$ 74.800, aproximando-se de um nível considerado decisivo pelos analistas. O preço realizado on-chain dos traders, por volta de US$ 76.800, segue como uma resistência relevante em períodos de recuperação dentro de tendências de baixa.
“Essa banda limitou a alta do mercado de baixa de janeiro de 2026 precisamente nesse nível, antes que os preços revertessem para baixo, e a mesma dinâmica pode se repetir se a pressão vendedora aumentar a partir dos níveis atuais”, afirmou Julio Moreno. “A banda inferior em torno de US$ 67.600 agora serve como o principal suporte de curto prazo, caso a resistência se mantenha.”
Outro sinal que reforça o alerta é o aumento significativo das entradas de bitcoin em exchanges. Em determinados momentos, os fluxos chegaram a cerca de 11 mil BTC por hora, o maior volume desde o fim de 2025, o que costuma indicar intenção de venda por parte dos investidores.
“Em um episódio comparável em março de 2026, as entradas horárias atingiram 9.000 BTC, com 63% de concentração em grandes depósitos, o que precedeu uma correção de preço de curto prazo”, destacou Moreno.
Os dados indicam que esse movimento é liderado por grandes investidores. O depósito médio subiu para 2,25 BTC, com registros de transferências superiores a 1.000 BTC em plataformas como a Binance, evidenciando a atuação das baleias no mercado.
A participação desses grandes depósitos também avançou rapidamente, superando 40% do total das entradas. “Historicamente, índices acima de 40% de participação de grandes depósitos coincidiram com uma elevada pressão vendedora no curto prazo”, explicou o analista.
Apesar disso, a realização de lucros ainda não atingiu níveis máximos. Os ganhos diários giram em torno de US$ 500 milhões, abaixo do patamar de US$ 1 bilhão que costuma marcar picos mais intensos de vendas.
“Se o bitcoin se mantiver acima de US$ 76.000 ou subir em direção ao preço realizado pelos traders, de US$ 76.800, os lucros diários realizados poderão acelerar significativamente, atingindo e ultrapassando a marca de US$ 1 bilhão, o que aumentaria ainda mais a pressão vendedora e a probabilidade de uma estagnação ou reversão da alta”, concluiu Moreno.














