- Bitcoin tenta se estabilizar após queda semanal de 11%
- ETFs registram entradas e reforçam suporte perto dos US$ 78 mil
- HYPE dispara dois dígitos em meio à cautela das altcoins
O bitcoin (BTC) é negociado hoje a US$ 78.101,05, sem variação relevante nas últimas 24 horas, acumulando queda de 11% nos últimos sete dias. Após tocar a mínima de nove meses abaixo de US$ 75.000, a principal criptomoeda tenta se estabilizar, mas ainda encontra dificuldade para recuperar níveis técnicos mais elevados.
O movimento recente reflete uma semana marcada por forte pressão vendedora. Até a quarta-feira passada, o BTC chegou a operar próximo de US$ 90.000, mas perdeu força depois que o Federal Reserve manteve os juros inalterados, frustrando expectativas de cortes no curto prazo e reduzindo o apetite por risco nos mercados globais.
Na quinta-feira, a intensificação das tensões no Oriente Médio ampliou o pessimismo. O bitcoin caiu rapidamente para a faixa de US$ 81.000, renovando mínimas de vários meses. Houve uma recuperação técnica na sexta-feira e no início do sábado, quando o preço voltou a se aproximar de US$ 84.000, mas o movimento não se sustentou.
Durante o fim de semana, a volatilidade voltou a ganhar força. Em um movimento incomum para o período, o BTC recuou de US$ 83.000 para US$ 76.000 em poucas horas. No início da semana, chegou a perder o suporte de US$ 75.000, atingindo o nível mais baixo desde abril do ano passado, antes de atrair novamente compradores.
A recuperação levou o bitcoin a testar a região de US$ 79 mil, que passou a atuar como uma resistência relevante no curto prazo. A capitalização de mercado do ativo caiu para cerca de US$ 1,56 trilhão, enquanto sua dominância sobre as altcoins subiu para 57,7%, indicando maior concentração de valor no BTC.
No campo da análise de preço, analistas observam sinais mistos. Ted Pillows avaliou que “o BTC está mostrando alguns sinais de recuperação”. Segundo ele, “os ETFs também tiveram uma entrada forte ontem, o que é um bom sinal”. O analista acrescenta que “agora o bitcoin precisa recuperar o nível de US$ 80.000 para buscar um rali em direção à zona de US$ 84.000 a US$ 85.000, onde também existe um gap da CME”.
Já Merlijn The Trader apresentou uma leitura mais estrutural do movimento recente. Para ele, “o bitcoin não faz um rali sem antes sacudir todo mundo para fora”. O analista destaca que “quanto mais profunda a varredura, mais forte a base”, apontando que a liquidez antiga próxima de US$ 69 mil se encaixa em um padrão clássico de Wyckoff spring. Em sua visão, “o medo constrói o fundo, e a paciência captura o movimento”, descrevendo o processo que pode dar origem ao próximo impulso de preço.
$BTC is showing some signs of recovery.
ETFs also had a big inflow yesterday, which is a good sign.
Now, Bitcoin needs to reclaim the $80,000 level for a rally towards the $84,000-$85,000 zone, which also has a CME gap. pic.twitter.com/PMaYACza3Q
— Ted (@TedPillows) February 3, 2026
Entre as altcoins, o desempenho segue desigual. O Ethereum caiu de acima de US$ 3.000 para a região de US$ 2.100 e ainda encontra dificuldade para se manter acima de US$ 2.300. XRP, TRX e XLM operam em leve queda, enquanto SOL, BNB, ADA e BCH apresentam variações discretas.
O destaque positivo permanece com a Hyperliquid (HYPE), que avançou cerca de 19%, alcançando US$ 37. A CC também se sobressaiu, com alta próxima de 8%, superando US$ 0,19. Mesmo com a cautela predominante, a capitalização total do mercado de criptomoedas recuperou cerca de US$ 70 bilhões desde a mínima recente, voltando a operar acima de US$ 2,7 trilhões.












