- Bitcoin hoje acima de US$ 68 mil
- ETFs de Bitcoin registram US$ 257 milhões
- Ethereum e Solana lideram alta nas criptomoedas
O Bitcoin voltou a ser negociado acima de US$ 68 mil na quarta-feira, marcando a primeira recuperação mais consistente após semanas de pressão vendedora que reduziram quase pela metade seu valor em relação ao topo histórico de outubro de 2025.
No momento da publicação, o Bitcoin hoje era cotado a US$ 68.300, alta de 4,5% nas últimas 24 horas. O movimento positivo se espalhou pelas principais criptomoedas, elevando a capitalização total do mercado para US$ 2,42 trilhões.
O Ethereum apresentou desempenho superior, com valorização de 6%, alcançando US$ 2.046. Já o Solana avançou 6,4%, sendo negociado a US$ 87,82, refletindo um apetite maior por ativos de risco no curto prazo.
Entre os fatores que sustentam a recuperação estão elementos do ambiente macroeconômico. A recente fraqueza do dólar após o discurso do Estado da União do atual presidente dos EUA, Donald Trump, contribuiu para aliviar a pressão sobre mercados globais.
Além disso, bolsas asiáticas renovaram máximas, com destaque para fabricantes de chips ligadas à inteligência artificial. A NVIDIA reportou receita trimestral de US$ 68,1 bilhões, superando projeções e levando suas ações a subirem 3% após o fechamento do mercado.
Outro ponto relevante foi a percepção de que os planos tarifários anunciados por Trump foram menos agressivos do que o esperado inicialmente. Paralelamente, os ETFs de Bitcoin à vista registraram entradas líquidas de US$ 257 milhões na terça-feira, indicando retomada do interesse institucional.
Apesar do alívio recente, o BTC ainda acumula queda de aproximadamente 46% em relação ao pico de US$ 126.021 registrado em outubro de 2025. O Índice de Medo e Ganância das criptomoedas permanece em 11, nível classificado como “medo extremo”.
Dados on-chain reforçam a cautela. A Glassnode apontou que a relação lucro/prejuízo realizado caiu abaixo de 1, sugerindo um período de realização predominante de perdas, padrão que historicamente pode se estender por vários meses antes de reversões mais consistentes.
“O mercado provavelmente ainda não atingiu o fundo do poço”, afirmou Alex Kuptsikevich, analista-chefe de mercado da FxPro, à imprensa especializada. “A verdadeira capitulação ainda está por vir.”
No campo técnico, investidores monitoram a possível formação de um fundo duplo, considerando as mínimas de 5 de fevereiro como suporte relevante. Uma consolidação acima de US$ 72 mil poderia indicar melhora estrutural, enquanto a perda dos níveis atuais pode abrir espaço para nova correção próxima de 25%.












