- Bitcoin melhora retorno ajustado ao risco em portfólios 60/40
- Criptomoeda supera ouro como reserva não soberana
- Fidelity destaca Bitcoin como hedge para inflação e incerteza
Investidores que alocaram 10% de seus portfólios 60/40 em Bitcoin (BTC) registraram um impressionante retorno ajustado ao risco de 90% nos últimos 12 meses. A métrica supera amplamente a do ouro, que ficou em 51% no mesmo período, evidenciando a crescente relevância da criptomoeda como ativo estratégico.
Segundo dados divulgados pela Ecoinometrics em 16 de junho, a comparação leva em conta uma carteira tradicional composta por 60% em ações e 40% em títulos. A substituição de 10% da parcela de renda fixa por ouro aumentou o retorno para 12% e o índice de risco para 0,62. No entanto, a realocação da mesma fatia para Bitcoin elevou o retorno para 14% e a eficiência de risco para acima de 0,80, quase o dobro da performance do ouro.
A little Bitcoin goes a long way.
Over the past 12 months, adding just 10% Bitcoin to a 60/40 portfolio boosted risk-adjusted returns by 90%.
Same allocation to gold? Only a 51% improvement. pic.twitter.com/gftUhDuCgq
— ecoinometrics (@ecoinometrics) June 16, 2025
A análise considerou apenas o desvio de baixa, com taxa livre de risco ajustada para zero, proporcionando um retrato mais preciso do desempenho em cenários adversos.
Pesquisadores da Fidelity, Chris Kuiper e Jurrien Timmer, também abordaram a importância do BTC como componente moderno de portfólios em episódio recente do podcast The Value Exchange. Kuiper destacou que fatores como inflação persistente, desglobalização e instabilidade política têm tornado os modelos tradicionais de alocação menos eficazes.
Timmer reforçou essa perspectiva, afirmando que “o status quo que conhecemos há décadas enfrenta uma ordem mundial transacional”, sugerindo a necessidade de ativos fora do controle estatal, como o Bitcoin, que servem como reserva de valor alternativa.
Ambos apontaram para a redução dos retornos reais dos títulos na última década e a perda de seu papel como refúgio seguro em crises recentes. Timmer relembrou 2022, quando os títulos do Tesouro contribuíram para as perdas dos portfólios, em vez de mitigá-las.
A volatilidade do Bitcoin, embora alta, tende a favorecer os detentores no longo prazo, segundo Kuiper. Ele cita modelos que indicam multiplicações de preço em ciclos de crescimento de 40%. Timmer complementa argumentando que a expansão monetária global tende a aumentar a demanda por ativos escassos e não soberanos.
A análise da Ecoinometrics reforça a visão de que o Bitcoin supera o ouro na melhoria do retorno ajustado ao risco, tornando-se cada vez mais relevante como ativo estratégico para diversificação de portfólios multissetoriais.














