- Bitcoin recua após inflação acima da projeção mensal
- Dados do IPC dos EUA reduzem expectativa de corte de juros
- Criptomoedas sentem impacto com alta da inflação em agosto
O preço do Bitcoin caiu ligeiramente nesta quinta-feira (11), sendo negociado abaixo de US$ 114.000, após a divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos referentes ao mês de agosto.
O relatório do Bureau of Labor Statistics revelou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 2,9% na comparação anual, superando a taxa de 2,7% registrada em julho e ficando em linha com as projeções dos analistas. Na comparação mensal, os preços subiram 0,4%, acima da expectativa de 0,3%, refletindo uma pressão inflacionária vinda principalmente da alta nos preços dos alimentos e estabilidade no setor de energia.
O núcleo do IPC, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, apresentou alta de 3,1% no ano, enquanto no mês subiu 0,3%, mantendo o ritmo observado em julho — o maior desde fevereiro.
Diante do relatório, aumentaram as dúvidas sobre a disposição do Federal Reserve em cortar juros na próxima reunião, já que os dados apontam para uma inflação ainda persistente. Segundo a ferramenta FedWatch da CME, os mercados ainda precificam uma chance majoritária de corte de 25 pontos-base, mas com menor convicção do que antes.
O Bitcoin, que havia tocado os US$ 114.500 horas antes, recuou após a divulgação do IPC e agora gira próximo de US$ 113.600. Com isso, seu valor de mercado caiu para US$ 2,26 trilhões, e o domínio frente às altcoins permanece em 56%.
Entre os destaques do dia, o token MNT (Mantle) renovou a máxima histórica em US$ 1,65, seguido do AVAX, que saltou 7% e se aproxima dos US$ 30. Já o Ethereum (ETH) ainda opera acima dos US$ 4.400, após leve alta de 2,3% nas últimas 24h.
O valor total do mercado de criptomoedas mantém-se acima dos US$ 4 trilhões, cotado em US$ 4,06 trilhões, embora a volatilidade de curto prazo continue presente diante da incerteza monetária nos EUA.












