- Parcerias bancos-tech impulsionam emissão de stablecoins coreanas
- Volume transações de stablecoins domésticas já passou de US$ 41 bi
- Projeto de lei sul-coreano proíbe rendimentos a detentores de stablecoins
Os grandes conglomerados financeiros da Coreia do Sul — KB Financial Group, Shinhan Financial Group, Hana Financial Group e Woori Financial Group — iniciaram uma corrida para emitir stablecoins atreladas ao won, alinhando-se a empresas de tecnologia como Naver, Kakao e Samsung Electronics para estruturar a infraestrutura necessária.
Apesar de o uso de stablecoins ainda não ter sido formalmente reconhecido como sistema de pagamento no país, o volume de transações domésticas já superou US$ 41,15 bilhões, segundo relatório recente.
Segundo representantes do setor:
“Nessas circunstâncias, as alianças com grandes empresas de tecnologia são consideradas essenciais, uma vez que os bancos levariam um tempo considerável para desenvolver a tecnologia necessária por conta própria.”
Em outro trecho:
“Por outro lado, as gigantes da tecnologia já possuem ecossistemas de plataforma robustos e estão em melhor posição para garantir casos de uso práticos assim que as stablecoins forem emitidas.”
Enquanto isso, os órgãos reguladores sul-coreanos avançam com um projeto de lei que será submetido à National Assembly of South Korea até o final deste ano e que pretende criar uma estrutura legal para emissão, lançamento e gestão de stablecoins no país, proibindo também a oferta de rendimentos aos detentores desses tokens.
No âmbito das parcerias, KB, Shinhan e Hana estabeleceram colaborações com a Naver para lançamento conjunto de produtos e iniciativas ligadas ao universo das stablecoins, bem como exploram extensão de parcerias com a Dunamu — operadora da corretora de criptomoedas Upbit. Já a Woori aprofundou sua parceria de longa data com a Samsung Electronics, especialmente por meio da carteira digital Samsung Wallet, e detém 5 % da empresa de custódia de ativos digitais BDACS, que lançou a stablecoin KRW1, atrelada ao won, em setembro como prova de conceito.
O foco parece estar no papel dos bancos como emissores principais da stablecoin — seja de forma individual ou por meio de consórcio — com as empresas de tecnologia se posicionando como parceiras técnicas, cuidando de infraestrutura, plataformas e ecossistemas digitais.
Ao passo que o projeto de lei avança, destacam-se dois pontos centrais: a exigência de capital mínimo para emissores e a reserva integral dos ativos que lastreiam as stablecoins em depósitos bancários ou títulos públicos de alta liquidez, como parte das salvaguardas delineadas pelos reguladores.
Para o mercado de criptomoedas, esse movimento representa uma importante adaptação das instituições financeiras tradicionais à onda das stablecoins, abrindo caminho para tokens lastreados em moedas fiduciárias domésticas (won) e oferecendo novas opções para uso corporativo e de pagamento no país.














