- Ethereum amplia limite de staking para 2.048 ETH
- Atualização Pectra não favorece validadores maiores
- Staking institucional pode ganhar tração com EIP-7002
A atualização Pectra, considerada a mais significativa do Ethereum desde a fusão de 2022, está no centro do debate da comunidade sobre descentralização. Um dos pontos mais discutidos é o novo limite de staking, que agora permite até 2.048 ETH por validador, frente ao teto anterior de 32 ETH. Apesar das preocupações, Mallesh Pai, diretor sênior de pesquisa da Consensys, afirmou que a mudança não representa riscos à descentralização da rede.
Durante uma coletiva no Cointelegraph X Space, Pai destacou que a atualização não favorece validadores maiores de forma desproporcional. “As recompensas continuam sendo proporcionais à quantidade de ETH que você tem. […] não é o caso de que, se você for um grande validador, de alguma forma você tenha mais vantagens do que tinha antes”, afirmou.
Segundo ele, a proposta limpa o “trabalho pesado” realizado nos bastidores, otimizando a operação dos validadores. Atualmente, estima-se que existam cerca de 1 milhão de validadores técnicos no Ethereum. No entanto, muitos operam múltiplas chaves em uma mesma máquina. Com a nova atualização, essas chaves poderão ser consolidadas, o que já está sendo percebido na rede, disse Pai. A expectativa é que esse número caia para algo em torno de 30 mil validadores.
O movimento também pode atrair o interesse de instituições. De acordo com Artemiy Parshakov, vice-presidente de instituições na P2P.org, o EIP-7002 facilita o staking institucional ao oferecer uma estrutura mais segura para grandes operações.
A possibilidade de staking institucional ganha ainda mais relevância diante do debate em torno dos ETFs de Ether. Em 2025, diversas gestoras de ativos solicitaram à SEC a inclusão de staking nos fundos de Ethereum, como forma de aumentar o rendimento dos produtos. A BlackRock já destacou que um ETF sem staking é “menos eficaz”.














