- Arthur Hayes liga Bitcoin à expansão de liquidez global
- Federal Reserve pode influenciar nova alta do Bitcoin
- Tensões geopolíticas pressionam mercados e favorecem criptomoedas
Arthur Hayes voltou a defender que o principal combustível para um novo ciclo de valorização do Bitcoin não está apenas no preço atual ou no noticiário geopolítico, mas sim na política monetária global. Durante entrevista ao podcast Coin Stories, apresentado por Natalie Brunell, o ex-executivo explicou que a leitura dele para o mercado continua centrada na liquidez.
Na conversa, Hayes afirmou que ainda não vê o momento ideal para aumentar exposição ao ativo. “Se eu tivesse US$ 1 para investir agora, eu investiria em Bitcoin? Não. Eu esperaria”, disse Hayes durante a entrevista.
O comentário veio em um momento em que o Bitcoin era negociado perto de US$ 69.926, nível abaixo do pico histórico de US$ 126.000 registrado em outubro. Para Hayes, esse recuo mostra que o mercado ainda atravessa uma fase sujeita a novas pressões macroeconômicas, especialmente diante do aumento das incertezas internacionais.
Where is Bitcoin headed next?@CryptoHayes latest takes might surprise you.
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TIMESTAMPS:
00:00 Arthur Hayes’ origin story
8:33 Bullish or bearish on Bitcoin
9:59 Institutions taking over Bitcoin?
11:52 Bitcoin price manipulation
13:26 What's holding… pic.twitter.com/Q5w86NdMW8— Natalie Brunell ⚡️ (@natbrunell) March 10, 2026
Entre os fatores de atenção, ele citou o agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. Na avaliação do analista, esse tipo de conflito não impulsiona automaticamente o Bitcoin. O ponto central, segundo ele, está na resposta econômica que costuma surgir em cenários de maior estresse fiscal e militar.
Hayes argumenta que, quando governos ampliam gastos e enfrentam limitações orçamentárias, a tendência é recorrer a medidas que acabam elevando a liquidez no sistema. Esse movimento, em sua visão, costuma beneficiar o Bitcoin e outras criptomoedas mais sensíveis ao fluxo monetário global.
“Quanto mais esse conflito se prolongar, maior a probabilidade de o Fed ter que imprimir dinheiro para sustentar a máquina de guerra americana”, disse Hayes. Para ele, esse é o tipo de ambiente que historicamente favorece a retomada de preços no setor.
Na sequência, ele resumiu de forma direta a tese que vem repetindo há anos. “A impressão de dinheiro é boa para o Bitcoin”, observou Hayes. “É quando vou comprar Bitcoin — quando os bancos centrais começarem a imprimir dinheiro.”
O executivo também reforçou a ideia de que o Bitcoin funciona como um “alarme de liquidez”, reagindo com rapidez às mudanças na oferta monetária. Em períodos de aperto, ativos de risco tendem a perder força. Já quando os bancos centrais ampliam estímulos, o mercado de criptomoedas costuma encontrar espaço para recuperar tração.












