O Bitcoin (BTC) opera em leve recuperação nesta segunda-feira, sendo negociado a US$ 87.291,27, com alta de 1,6% nas últimas 24 horas. O movimento tenta devolver parte das perdas acumuladas nas últimas semanas, quando o ativo perdeu o suporte da região de US$ 100 mil e, em seguida, rompeu também a faixa dos US$ 90 mil, chegando a testar a zona de US$ 80 mil em meio à forte realização observada no mercado. Desde o seu máximo histórico de US$ 126.080, registrado em 6 de outubro de 2025, o Bitcoin ainda acumula uma queda de cerca de 31,0%.
Esse cenário mais frágil reacende discussões sobre o comportamento do BTC em um ambiente macroeconômico desafiador — e é justamente esse o ponto de atenção levantado por Mike McGlone, analista sênior da Bloomberg Intelligence. Em uma análise recente publicada no X (antigo Twitter), McGlone apontou o risco de um movimento mais profundo de correção se fatores externos permanecerem desfavoráveis.
“Bitcoin a US$ 50.000 ou US$ 150.000 em 2026? Minha previsão é de US$ 50.000, principalmente se o S&P 500 tiver o terceiro ano consecutivo de queda desde 2008. A valorização parabólica do ouro, juntamente com a queda acentuada do petróleo bruto e a volatilidade ainda contida do mercado de ações, podem sugerir uma leve reversão nos preços altamente voláteis e especulativos das criptomoedas, que enfrentam oferta ilimitada”, afirmou o analista.
Bitcoin $50,000 or $150,000 in 2026?
My bias is toward $50,000, particularly if the S&P 500 has a third down year since 2008. Gold gone parabolic alongside plunging crude oil and stock market volatility still buried may suggest a bit of reversion in highly volatile and… pic.twitter.com/AebJ6vHs2e— Mike McGlone (@mikemcglone11) November 23, 2025
O alerta de McGlone vai ao encontro de uma preocupação crescente entre traders: a possível perda de apetite ao risco em meio às incertezas sobre a economia dos Estados Unidos. Caso o S&P 500 realmente registre um terceiro ano consecutivo de queda — algo que não ocorre desde a crise de 2008 —, ativos como Bitcoin podem enfrentar um cenário mais adverso.
Outro aspecto destacado pelo especialista é o desempenho do ouro, que renovou máximas impulsionado pelo aumento das tensões globais e pelo interesse de investidores por ativos tradicionalmente vistos como porto seguro. Paralelamente, a queda acentuada no preço do petróleo reforça a leitura de que o mercado econômico global pode estar desacelerando.
Com a volatilidade estrutural das criptomoedas e a recente perda de suportes importantes, a análise de McGlone acrescenta uma camada adicional de cautela ao mercado, que segue dividido entre a possibilidade de retomada rumo aos US$ 100 mil ou uma correção mais profunda nos próximos trimestres.














