- Rendimentos do Tesouro dos EUA pressionam ações
- Mercado avalia tensão política entre Trump e o Fed
- Bitcoin sobe 1,5% e supera US$ 110 mil
As ações nos Estados Unidos abriram setembro em forte queda, lideradas por altas nos rendimentos dos títulos do Tesouro, que voltaram a ameaçar o apetite por risco. O Dow Jones perdeu mais de 400 pontos, o S&P 500 recuou 1,2%, e o Nasdaq caiu 1,5%, afetado principalmente pelas big techs.
Neste artigo, vamos discutir:
Tesouro de 30 anos encosta nos 5% ao ano
O rendimento do título de 30 anos atingiu 4,97%, se aproximando do nível psicológico de 5%, que historicamente atua como barreira para os ativos de risco. Já o yield do título de 10 anos subiu para 4,3%.
Essa movimentação sinaliza que o mercado está menos confiante em cortes agressivos de juros por parte do Federal Reserve neste semestre.Papéis de grandes empresas de tecnologia, como Alphabet (GOOGL, GOOG) e Amazon (AMZN), caíram mais de 2%, arrastando o Nasdaq para o pior início de setembro em anos. Investidores seguem reavaliando o valuation do setor diante de um custo de capital mais elevado.
Trump sofre derrota judicial sobre tarifas globais
O atual presidente dos EUA, Donald Trump, sofreu um revés legal com a decisão de um tribunal federal que considerou inconstitucionais a maioria de suas tarifas comerciais. Ele prometeu recorrer à Suprema Corte, o que reacende o debate sobre sua política econômica e sua influência no Federal Reserve.A audiência judicial sobre a possível destituição de Lisa Cook, integrante do Conselho do Fed, também ampliou o desconforto dos mercados. A indefinição sobre a autonomia da autoridade monetária reforça a cautela dos investidores.
Bitcoin reage e supera US$ 110 mil
No mercado de criptomoedas, o Bitcoin subiu 1,5% no dia, cotado a US$ 110.537. A valorização ocorre em meio à especulação sobre eventual corte de juros ainda em setembro, com apostas de 90% para uma redução de 25 pontos-base.
Dados divulgados na terça-feira mostraram que o setor industrial dos EUA encolheu pelo sexto mês consecutivo. O ouro voltou a se valorizar, sendo negociado próximo de US$ 3.600 por onça, acompanhando o aumento da busca por proteção em meio à incerteza econômica.












