- Guerra EUA-Irã pressiona petróleo e mercados globais
- Bolsas asiáticas sobem com atenção ao Estreito de Ormuz
- Futuros de Wall Street caem com tensão geopolítica
As bolsas da Ásia iniciaram a semana em alta, com destaque para Japão e Coreia do Sul, enquanto investidores monitoram os desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã. O movimento ocorre em meio a um cenário de incerteza, com parte dos mercados regionais fechados devido a feriados.
No domingo, o atual presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã ao ameaçar ataques diretos à infraestrutura energética e civil do país caso o Estreito de Ormuz não seja totalmente reaberto. A via marítima é estratégica para o fluxo global de petróleo, sendo responsável por cerca de 20% da oferta mundial antes do início do conflito.
Trump afirmou que um prazo final foi estabelecido para “terça-feira, 20h, horário do leste dos EUA”, reforçando a pressão diplomática. A Casa Branca confirmou que esse horário representa o limite para que Teerã apresente uma resposta concreta às exigências americanas.
Do lado iraniano, a reação foi imediata. Autoridades indicaram que o estreito só será reaberto após a reparação dos danos causados pelos ataques recentes. Enquanto isso, o país mantém ofensivas contra alvos econômicos na região do Golfo, ampliando o risco de escalada no conflito.
O impacto foi direto no mercado de energia. O petróleo WTI avançou para cerca de US$ 114 por barril, enquanto o Brent ultrapassou os US$ 111, refletindo o temor de interrupções prolongadas no fornecimento global.
Na Ásia, o índice Nikkei 225 do Japão subiu 0,62%, enquanto o Topix avançou 0,23%. Na Coreia do Sul, o Kospi registrou alta de 1,8%, com o Kosdaq ganhando 0,98%, indicando resiliência dos mercados locais mesmo diante do cenário externo.
Já em Wall Street, o clima foi mais cauteloso. Os futuros do Dow Jones caíram cerca de 0,5%, enquanto os contratos do S&P 500 e Nasdaq recuaram 0,6% e 0,7%, respectivamente, com investidores buscando proteção diante da volatilidade gerada pelo avanço da guerra e pela disparada do petróleo.














