- S&P 500 em alta hoje; Bitcoin recua
- Investidores aguardam PCE na sexta-feira
- ETFs de Bitcoin registram saídas bilionárias
Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026 – Os futuros das ações americanas operam em alta nesta quarta-feira, refletindo maior confiança de curto prazo em Wall Street. O movimento ocorre enquanto investidores acompanham a temporada de balanços corporativos e aguardam sinais mais claros sobre os próximos passos do Federal Reserve.
Os contratos futuros do S&P 500 avançaram cerca de 0,4%, enquanto o Nasdaq 100 subiu aproximadamente 0,45%. O Dow Jones também registrou leve alta, em torno de 0,2%, após os principais índices encerrarem o pregão anterior com ganhos moderados.
Parte da melhora está ligada à redução das preocupações imediatas com o impacto da inteligência artificial sobre as margens das empresas de tecnologia. Ainda assim, o mercado segue atento aos desdobramentos macroeconômicos que podem influenciar a política monetária ao longo de 2026.
O foco principal agora está no índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), que será divulgado na sexta-feira. O indicador é acompanhado de perto por investidores por ser a métrica de inflação preferida do Federal Reserve, podendo influenciar as expectativas de cortes de juros nos próximos meses.
Bitcoin hoje recua e testa região dos US$ 67 mil
Enquanto as ações sobem, o Bitcoin hoje é cotado próximo de US$ 67 mil, com queda de aproximadamente 1,4% nas últimas horas. O movimento reflete um cenário de menor fluxo comprador e de cautela antes da divulgação do PCE na sexta-feira.
Desde outubro, cerca de US$ 8,5 bilhões saíram dos ETFs de Bitcoin à vista listados nos Estados Unidos. Paralelamente, a exposição em contratos futuros negociados na CME recuou de forma relevante em comparação ao pico observado no final de 2024.
O chamado prêmio da Coinbase permanece negativo em grande parte de 2026, indicando que os preços na plataforma utilizada por muitas instituições americanas estão abaixo das cotações em exchanges offshore. Esse sinal costuma ser interpretado como pressão vendedora no mercado dos EUA.
“A demanda por exposição alavancada na CME não estava tão baixa desde a alta pré-ETF de meados de 2023”, disse David Lawant, chefe de pesquisa da Anchorage Digital. A redução na alavancagem, segundo ele, limita tanto a intensidade das altas quanto a absorção natural durante quedas.
Além disso, estratégias de arbitragem entre mercado à vista e futuros perderam atratividade após a compressão dos spreads frente aos rendimentos dos títulos do Tesouro.












