- Ações da Gemini recuam 12,8% após estreia
- Mercado cripto acompanha quedas de Coinbase e Circle
- Gemini negocia resolução com SEC sobre disputa regulatória
A Gemini Space Station, exchange de criptomoedas fundada por Tyler e Cameron Winklevoss, viu suas ações despencarem 12,8% na quarta-feira, fechando a US$ 24,53. O valor ficou abaixo do preço inicial de US$ 28 do IPO realizado em 12 de setembro, apagando os ganhos obtidos na estreia.
Apesar da forte queda, os papéis listados sob o ticker GEMI registraram leve recuperação de 2,1% nas negociações após o expediente. Mesmo assim, o valor de mercado atual da empresa se estabilizou em aproximadamente US$ 2,9 bilhões, bem distante da expectativa inicial dos investidores que acompanharam sua entrada em Wall Street.
O recuo da Gemini ocorreu em sintonia com a retração de outras ações ligadas a criptomoedas. A Coinbase encerrou o pregão com baixa de 2,2%, cotada a US$ 320,56, enquanto a Circle caiu 2,8%, fechando a US$ 131,04. No mercado mais amplo, o Nasdaq Composite recuou 0,33% e o S&P 500 caiu 0,1%, em contraste com o Dow Jones, que avançou 0,57% após a decisão do Federal Reserve de cortar as taxas de juros em 25 pontos-base.
O momento conturbado coincidiu com revelações de bastidores da disputa entre a Gemini Trust e a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC). Um documento judicial divulgado na segunda-feira confirmou que as partes chegaram a uma “resolução em princípio” para encerrar o processo, que girava em torno de supostas violações regulatórias no programa de empréstimos em criptomoedas oferecido pela empresa.
A estreia da Gemini em Wall Street havia gerado expectativas de que a companhia poderia atrair novos investidores institucionais e reforçar a legitimidade das exchanges de criptomoedas em um ambiente regulatório cada vez mais rigoroso. No entanto, a pressão do mercado e a queda das ações logo após o IPO indicam os desafios que a empresa enfrentará para sustentar sua posição entre os players listados em bolsa.














