- Ações da Ásia hoje sobem com negociações EUA Irã
- Kospi dispara 3% e lidera alta regional
- Petróleo cai forte e impulsiona bolsas globais
As bolsas asiáticas registraram forte alta nesta quarta-feira, impulsionadas por sinais de possível alívio geopolítico envolvendo Estados Unidos e Irã. O movimento ganhou força após declarações do atual presidente dos EUA, Donald Trump, indicando avanços nas conversas entre os dois países.
Durante pronunciamento na Casa Branca, Trump afirmou que os dois lados estão “em negociações neste momento”, sugerindo que há disposição para um acordo. Ele também indicou que recuou de ameaças anteriores contra a infraestrutura energética iraniana devido ao progresso nas conversas.
O impacto foi imediato nos mercados asiáticos. O índice Kospi, da Coreia do Sul, subiu cerca de 3%, liderando os ganhos na região. Já o Kosdaq, que reúne empresas de menor capitalização, avançou 3,18%, refletindo maior apetite por risco entre investidores.
Outros mercados também acompanharam o movimento positivo. No Japão, o Nikkei 225 registrou alta próxima de 2,9%, enquanto o Topix avançou cerca de 2,4%. Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 subiu aproximadamente 2%, consolidando um dia de recuperação generalizada.
Em Hong Kong, o Hang Seng teve ganho de 1,14%, enquanto o CSI 300, da China continental, avançou 0,67%. O cenário foi reforçado pela queda nos preços do petróleo, que aliviou preocupações inflacionárias e custos energéticos globais.
Os contratos futuros do petróleo Brent recuaram cerca de 6%, sendo negociados próximos de US$ 98 por barril. Já o WTI caiu aproximadamente 5%, para a faixa de US$ 87, ampliando o sentimento positivo entre investidores globais.
Nos Estados Unidos, os futuros também reagiram bem. Os contratos do S&P 500 e do Nasdaq 100 avançaram cerca de 0,7% e 0,8%, respectivamente, enquanto os futuros do Dow Jones subiram mais de 300 pontos.
O desempenho ocorre após uma sessão anterior de queda em Wall Street, pressionada pela alta do petróleo durante semanas de tensão no Oriente Médio. Com o recuo da commodity e sinais de negociação diplomática, o mercado voltou a precificar um cenário de menor risco no curto prazo.














