O Bitcoin inicia o dia cotado em US$ 91.510,18, registrando uma alta de quase 1% nas últimas 24 horas. Apesar do movimento positivo no curto prazo, o alerta vindo da Bloomberg chamou atenção do mercado: segundo o estrategista sênior Mike McGlone, a maior criptomoeda do mundo pode estar a caminho de revisitar a região dos US$ 50.000, um ponto que ele descreve como um possível “ponto de inflexão anual”.
Em sua análise, McGlone destacou que o comportamento recente da maior criptomoeda do mundo segue altamente correlacionado ao desempenho do S&P 500, índice acionário que costuma funcionar como termômetro do apetite ao risco em Wall Street. Segundo ele, essa correlação reforça a leitura de que a pressão vendedora no Bitcoin está menos ligada a fatores internos do mercado cripto e mais associada ao cenário macroeconômico norte-americano.
“A reversão típica do Bitcoin para US$ 50.000 pode indicar deflação – O Bitcoin parece estar a caminho de revisitar seu ponto de inflexão anual em torno de US$ 50.000, com implicações deflacionárias.”
McGlone acrescenta que um dos principais elementos que sustentam sua tese é a queda significativa na volatilidade de 120 dias do S&P 500. Segundo dados citados pelo analista, a volatilidade estava em 11,3% em 26 de novembro, próxima das mínimas de fim de ano observadas desde 2017. Em períodos de baixa volatilidade, o mercado tende a mostrar comportamentos de consolidação — ou aproximação de pontos de reversão.
Typical Bitcoin $50,000 Reversion May Guide Deflation – Bitcoin appears on track to revisit its yearly pivot around $50,000, with deflationary implications. The graphic shows the crypto’s close connection with the S&P 500 and a key reason Bitcoin might fall further: S&P 500’s… pic.twitter.com/9X4vdpclTp
— Mike McGlone (@mikemcglone11) November 28, 2025
Para o estrategista da Bloomberg, esse ambiente pode gerar impactos diretos em ativos mais arriscados, incluindo criptomoedas. Com a diminuição da oscilação no mercado acionário, a busca por risco reduz, abrindo espaço para correções mais profundas em mercados sensíveis a fluxo, como o de Bitcoin.
O potencial retorno à faixa dos US$ 50 mil, portanto, não seria apenas um ajuste técnico, mas um sinal macroeconômico relevante. McGlone sugere que esse movimento pode representar uma fase deflacionária, marcada por retração de liquidez e menor disposição dos investidores a aumentar posições em ativos voláteis.
Apesar disso, o analista não indica que o movimento seria necessariamente negativo no longo prazo. Para muitos investidores institucionais, quedas mais acentuadas representam oportunidade de reposicionamento estratégico — especialmente em um ativo cuja narrativa de escassez e adoção institucional segue em expansão.
No curto prazo, porém, a leitura é clara: o Bitcoin permanece fortemente atrelado aos ciclos de risco do mercado tradicional, e a baixa volatilidade do S&P 500 pode ser o gatilho para uma correção significativa em direção aos US$ 50.000.












