- Institucionais retiram US$ 1,94 bi em uma semana
- Bitcoin e Ethereum lideram saídas expressivas
- XRP registra entradas apesar do movimento negativo
Os fundos que acompanham Bitcoin e outras criptomoedas registraram uma nova rodada de forte retirada de capital, somando US$ 1,94 bilhão em apenas sete dias. Os dados, divulgados pela gestora CoinShares, apontam que este é o quarto período consecutivo de saídas, acumulando US$ 4,92 bilhões e configurando a terceira maior sequência de saques desde 2018.
As saídas correspondem a 2,9% do total de ativos sob gestão dos produtos institucionais. Combinadas com a recente queda nos preços das principais criptomoedas, o valor total alocado nesses fundos recuou cerca de 36% no período analisado. O Bitcoin permaneceu como o principal foco de retirada de capital, contabilizando US$ 1,27 bilhão em saques ao longo da semana, seguido pelo Ethereum.
Segundo o relatório, o Ethereum registrou saídas de US$ 589 milhões, refletindo a cautela dos investidores institucionais diante da baixa liquidez e do comportamento recente do mercado. A Solana também apresentou um movimento expressivo, somando saídas de US$ 156 milhões no período.
Mesmo com o ambiente desfavorável, o XRP destoou dos demais ativos. A criptomoeda movimentou entradas de US$ 89,3 milhões, demonstrando interesse específico de investidores e contrariando a tendência negativa generalizada. Os analistas observaram que o fluxo positivo para o XRP se destacou diante do desempenho mais fraco das criptomoedas de grande capitalização.
A pressão vendedora, contudo, mostrou sinais de alívio na sexta-feira, quando o mercado registrou entradas de US$ 258 milhões após sete dias seguidos de saques. O Bitcoin respondeu pela maior parte das entradas, com US$ 225 milhões, enquanto o Ethereum atraiu US$ 57,5 milhões no mesmo intervalo.
Apesar da sequência recente de saídas, o acumulado anual permanece positivo em US$ 44,4 bilhões, reforçando que, mesmo em um ambiente volátil, os fundos institucionais ainda mantêm saldo líquido favorável no ano. O relatório destaca que os fluxos seguem sensíveis às condições macroeconômicas e à oscilação dos preços dos principais ativos digitais, fatores que continuam influenciando a alocação de capital no setor.












