O Bitcoin (BTC) atravessa um mês especialmente turbulento. A principal criptomoeda opera em US$ 91.832, acumulando uma queda de 15,37% em novembro, movimento que coloca o ativo no caminho de registrar seu pior desempenho para o mês desde 2019, quando recuou 17,27%, de acordo com dados da CoinGlass.
Apesar do cenário desafiador, o ativo mostrou algum alívio nas últimas 24 horas, com alta de 1% e cotação em torno de US$ 93.000, após ter marcado uma mínima inferior a US$ 89.400, segundo o CoinMarketCap. A forte oscilação aumenta a incerteza entre investidores: afinal, o Bitcoin vai subir ou cair?
Três analistas amplamente seguidos no mercado — Ali, Titan of Crypto e Michaël van de Poppe — compartilham visões que ajudam a esclarecer os possíveis próximos movimentos do BTC.
Neste artigo, vamos discutir:
1. BTC pode buscar US$ 99 mil antes de corrigir
O analista Ali (@ali_charts) observa que o Bitcoin ainda pode avançar para a região dos US$ 99.000 antes de iniciar uma correção mais forte. Segundo ele, a estrutura do mercado mantém espaço para uma última perna de alta no curto prazo, principalmente após a liquidez recente drenada durante a queda.

Ali ressalta que essa possível puxada até os US$ 99 mil funcionaria como o último impulso comprador antes de uma nova pressão vendedora ganhar força e ampliar a volatilidade.
2. Titan of Crypto: manter US$ 90 mil é essencial
O trader Titan of Crypto (@Washigorira) afirma que o Bitcoin está “na beira do precipício”, já que se aproxima da banda inferior de um canal técnico que acompanha ao longo de todo o ciclo de alta.
Ele destaca que uma quebra limpa abaixo dessa faixa sinalizaria a mudança definitiva de momentum do ciclo, podendo acelerar uma correção mais profunda.
Apesar disso, o analista reforça que o BTC ainda está segurando a zona crítica, e que a região de US$ 90 mil é um ponto decisivo para um possível repique. Segundo ele, esse nível funciona como uma área natural para uma reação positiva, caso o mercado consiga afastar novas vendas agressivas.
3. Michaël van de Poppe: liquidez já foi tomada; zona entre US$ 95 mil e US$ 100 mil é possível
Para o trader Michaël van de Poppe (@CryptoMichNL), o Bitcoin pode estar perto de uma reação mais forte. Ele afirma que toda a liquidez da ponta vendedora já foi retirada, inclusive abaixo de US$ 92 mil, e que o tradicional gap da CME foi fechado — fatores que historicamente antecedem movimentos de alívio.
Van de Poppe também chama atenção para o índice de Fear & Greed, que caiu para 11, o menor nível desde o crash da Terra (LUNA). Esse pessimismo extremo costuma sinalizar exaustão vendedora e tendência de estabilização.
O analista destaca ainda que o distanciamento entre o preço atual e a média móvel de 20 dias é “enorme”, situação que só ocorreu algumas vezes na história do Bitcoin. Tanto no gráfico diário quanto no semanal, esse afastamento sugere probabilidade elevada de um rebote técnico até a faixa de US$ 95 mil–US$ 100 mil.

Vale ressaltar que toda a liquidez foi absorvida pelo #Bitcoin , mesmo abaixo de US$ 92 mil. E o gap da CME se fechou. O índice de medo e ganância atingiu 11, o menor nível desde a queda da Luna. É por isso que o sentimento está tão ruim. Não sei se este é o fundo ou se chegará a US$ 85 mil, mas os argumentos estão se alinhando. Do ponto de vista técnico, o gap entre a média móvel de 20 dias e o preço atual do Bitcoin é enorme e só aconteceu algumas vezes na história. O mesmo vale para o gráfico semanal. Isso por si só já deveria indicar uma recuperação para pelo menos US$ 95-100 mil. O que eu espero? Bem, não espero uma recuperação em forma de V, mas sim um período de consolidação antes de retomarmos a alta. No entanto, esta é a fase de consolidação onde os que acreditam no ciclo de 4 anos ficarão para trás.
Apesar disso, ele descarta uma recuperação em “V”, projetando um período de consolidação antes de uma retomada mais consistente. Van de Poppe reforça que essa fase representa o típico momento de “shakeout”, no qual muitos investidores que acreditam cegamente no ciclo quadrienal acabam saindo do mercado justamente antes de uma nova alta.












