- Bitcoin agora recua com pressão macroeconômica global
- Liquidez spot reduzida intensifica quedas
- IPC dos EUA pode direcionar o mercado
O Bitcoin voltou a ser negociado abaixo de US$ 100.000 em 13 de novembro, aproximando-se da região dos US$ 98.000 após um forte aumento na volatilidade durante o pregão americano. O movimento encerrou uma semana de pressão sobre as criptomoedas, com o BTC acumulando queda de aproximadamente 2% e sua capitalização de mercado recuando para US$ 1,98 trilhão.
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O principal motivo por que o Bitcoin está caindo agora envolve a mudança repentina nas expectativas sobre os juros nos Estados Unidos. Há algumas semanas, o mercado avaliava quase 95% de probabilidade de corte na taxa básica em dezembro. Essa estimativa caiu para entre 47% e 52%, conforme os dados do CME FedWatch, alterando significativamente o comportamento dos investidores frente aos ativos de risco.
Esse reposicionamento fortaleceu o dólar, elevou os rendimentos dos Treasuries e reduziu a demanda por ações e criptomoedas. A correlação de 90 dias entre Bitcoin e o S&P 500 subiu para 0,72, deixando claro que a queda do mercado acionário americano impactou diretamente o BTC neste ambiente de aversão ao risco.
No mesmo pregão, o Nasdaq recuou 2%, movimento que coincidiu com a maior queda intradiária do Bitcoin na semana. Analistas lembram que o fluxo vendedor atual é impulsionado sobretudo por fatores macroeconômicos, e não por acontecimentos internos do setor de criptomoedas.
Dados on-chain reforçam a pressão, indicando que a demanda à vista enfraqueceu. Métricas da CryptoQuant, como o Bull Score Index, mostram desaceleração na acumulação spot, além de menor crescimento na liquidez das stablecoins. Com menos capital novo entrando, choques macro têm efeito ampliado.
Os mercados de derivativos seguem na mesma direção, com redução no interesse em aberto e menor liquidez de compra na região dos US$ 100 mil, facilitando recuos mais intensos quando a volatilidade aumenta durante o pregão americano.
Na análise técnica, o BTC falhou em recuperar a zona de resistência entre US$ 103 mil e US$ 105 mil e segue abaixo da média móvel simples de 365 dias, nível historicamente relevante em fases de alta. Gráficos do TradingView exibem pequenos repiques seguidos de forte pressão vendedora, que levaram o preço até cerca de US$ 98.700 no fim da sessão.
Os analistas observam agora o suporte entre US$ 96 mil e US$ 97 mil, área marcada por concentrações relevantes de liquidez. A divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) dos EUA, marcada para 15 de novembro, deve ser o próximo ponto de atenção, podendo alterar novamente as projeções sobre juros para 2026 e influenciar o comportamento do Bitcoin nas próximas sessões.












