- USDC amplia participação de mercado e liquidez.
- Margens da Circle sobem; EBITDA ajustado em alta.
- Arc e CPN ganham adoção, pressiona concorrência.
A Bernstein avalia que, apesar de narrativas pessimistas e temores sobre cortes nas taxas de juros, a Circle permanece com fundamentos sólidos após divulgar seus resultados do terceiro trimestre. A casa reafirmou a recomendação de desempenho superior e manteve o preço-alvo em US$ 230, citando crescimento do USDC, melhora de margens e aceitação das soluções Arc e CPN.
No balanço trimestral, a Circle reportou receita de US$ 740 milhões e um EBITDA ajustado de US$ 166 milhões — resultados que superaram as estimativas de consenso. Ainda assim, as ações chegaram a registrar queda no dia da divulgação, reflexo de preocupações do mercado que, segundo os analistas, não alteram a tese estrutural de longo prazo da empresa.
Em nota aos clientes, a equipe liderada por Gautam Chhugani afirmou que a empresa está “travando uma batalha narrativa contra os pessimistas” e ressaltou:
“Não encontramos evidências que alterem nossa tese de longo prazo”.
Os analistas destacaram também que a recente fraqueza no preço das ações se deve mais a temores macro e à competição do que a uma deterioração operacional.
A Bernstein apontou riscos competitivos na forma de “amigos-inimigos”, citando empresas como Stripe — que desenvolve a blockchain Tempo — mas reforçou que a liquidez e a posição regulatória do USDC seguem como vantagens difíceis de replicar. “Suspeitamos que a Circle ainda seja muito atraente com a opção adicional de monetização de pagamentos com stablecoins”, registraram os analistas.
Os números operacionais também mostram expansão: a oferta de USDC cresceu cerca de 20% no trimestre, alcançando aproximadamente US$ 73,7 bilhões, e a parcela de saldos mantidos diretamente na plataforma aumentou, o que reforça a capacidade da empresa de capturar receita de reservas e serviços correlatos. Além disso, a testnet pública da Arc, lançada em outubro, registrou ampla participação, enquanto a Circle sinalizou estar “explorando a possibilidade” de um token nativo para a rede.
No conjunto, a leitura da Bernstein é de que a Circle continua posicionada para aproveitar a expansão das stablecoins em pagamentos, mercados de capitais e serviços financeiros tokenizados, mesmo diante de pressão competitiva e movimento nas taxas de juros.














