- UE confirma fim das moedas de privacidade como Monero e Zcash
- Carteiras anônimas serão proibidas em exchanges regulamentadas
- Novas regras exigem identificação completa em transações cripto
A União Europeia (UE) aprovou um pacote de regulamentações que entrará em vigor em julho de 2027, impondo severas restrições ao uso e à negociação de criptomoedas voltadas à privacidade. A medida impactará diretamente projetos como Monero (XMR), Zcash (ZEC) e Dash (DASH), reconhecidos por oferecerem transações anônimas e difíceis de rastrear.
Segundo o texto do novo regulamento, as exchanges e prestadores de serviços de criptomoedas dentro da UE estarão proibidos de listar, custodiar ou negociar moedas que ampliem o anonimato. Além disso, todas as transações acima de 1.000 euros deverão passar por verificação obrigatória de identidade, eliminando a possibilidade de uso de carteiras autocustodiadas anônimas.
De #EU zet streep door #privacycoins: strengere regels voor #crypto en contante betalingen vanaf 2027. pic.twitter.com/B0AhwqShyA
— Crypto.Dries (@CryptoDries_) November 10, 2025
As novas regras fazem parte do Regulamento de Combate à Lavagem de Dinheiro (AMLR) e do Regulamento dos Mercados de Criptomoedas (MiCA), que fortalecem a supervisão do setor. O pacote prevê a criação da Autoridade de Combate ao Branqueamento de Capitais (AMLA), sediada em Frankfurt, que supervisionará até 40 prestadores de serviços de criptomoedas a partir de 2027.
A União Europeia defende que o objetivo da regulamentação é aumentar a transparência e combater o uso ilícito de ativos digitais, mas analistas alertam que a decisão pode reduzir a liquidez e a relevância das moedas focadas em privacidade nos mercados europeus.
Empresas que ainda dependem de anonimato e ausência de KYC (Conheça Seu Cliente) precisarão adaptar seus modelos de negócios ou transferir suas operações para jurisdições mais permissivas. Enquanto isso, plataformas já em conformidade com o MiCA podem se beneficiar da maior clareza regulatória e de barreiras mais altas para novos concorrentes.
Com a entrada em vigor prevista para meados de 2027, a decisão da UE representa um marco na tentativa de equilibrar inovação tecnológica e controle financeiro, redefinindo o espaço das criptomoedas de privacidade no mercado global.












