- Crypto.com pede apuração das maiores CEXs
- Hyperliquid liderou liquidações com US$ 19,35 bi
- Reguladores devem revisar práticas das corretoras
O CEO da Crypto.com, Kris Marszalek, fez um apelo público para que reguladores internacionais investiguem exchanges que registraram os maiores volumes de liquidações durante o recente colapso do mercado de criptomoedas. Em uma publicação no X em 11 de outubro, ele afirmou que é essencial “conduzir uma revisão completa da lisura das práticas” por parte das dez corretoras com maiores liquidações nas 24 horas anteriores ao evento.
Regulators should look into the exchanges that had most liquidations in the last 24h and conduct a thorough review of fairness of practices. Any of them slowing down to a halt, effectively not allowing people to trade? Were all trades priced correctly and in line with indexes?… pic.twitter.com/UCD6iKuKFQ
— Kris | Crypto.com (@kris) October 11, 2025
Na imagem anexada ao post, Marszalek apontou que a Hyperliquid liderou com US$ 19,35 bilhões em liquidações, seguida pela Bybit (US$ 10,31 bi) e Binance (US$ 4,5 bi). Juntas, as cinco principais exchanges totalizam mais de US$ 37 bilhões em liquidações nesse intervalo. Também figuram na lista OKX, HTX, Gate, CoinEx, Bitfinex e Bitmex.
Marszalek enumerou aspectos que, na visão dele, merecem atenção rigorosa por parte das autoridades. Ele questionou se algumas dessas plataformas chegaram a travar negociações, impedindo usuários de comprar ou vender durante o choque. Também levantou dúvidas sobre o correto precificação das transações: “em linha com os índices”, segundo ele, deveria ser o padrão. Outros pontos incluídos em seu apelo são os sistemas de monitoramento de trades, programas anti-lavagem de dinheiro e a existência de barreiras internas que evitem conflitos de interesse interno nas equipes de negociação.
“Nós tivemos US$ 20 bilhões em liquidações, muitos usuários foram prejudicados. O trabalho dos órgãos reguladores é proteger os consumidores e garantir a integridade do mercado”,
ressaltou Marszalek.
Nos canais públicos, diversos usuários reclamaram de mau funcionamento durante o colapso. Usuários da Binance têm sido os mais vocalizados, alegando que ordens limitadas e stop-loss ficaram inacessíveis e que suas contas foram bloqueadas. Um deles, identificado como “Cowboy” no X, chegou a chamar a Binance de “os maiores golpistas das criptomoedas” e acusou que a corretora impediu os investidores de gerenciar posições enquanto o mercado desabava.
Segundo esse usuário,
“Ao impedir que os usuários gerenciem suas posições ou ‘alcancem o fundo’, a Binance efetivamente transformou o colapso do mercado em sua própria máquina de lucro.”
Ele também sugeriu consequências legais para Richard Teng, CEO da Binance, com alegações de penalidades criminais.
Um outro perfil, “ElonTrades”, afirmou que agentes aproveitaram vulnerabilidades na estrutura de preços da Binance para forçar liquidações. Ele alegou que tokens como USDe, BNSOL e WBETH foram precificados internamente pela exchange em vez de usar oráculos, o que teria permitido desvinculações artificiais e liquidações forçadas em larga escala:
“O que parecia um caos foi, na verdade, uma exploração coordenada do sistema interno de preços da Binance, amplificada por um choque macro e alavancagem sistêmica.”
Em resposta, a Binance reconheceu ter enfrentado “problemas relacionados à plataforma” que prejudicaram usuários e se comprometeu a compensar casos verificados. O CEO Richard Teng afirmou que a empresa “aprenderá com o que aconteceu”. Já Yi He, cofundadora da Binance, afirmou:
“A razão pela qual a Binance é Binance é que nunca fugimos dos problemas. Quando falhamos, assumimos a responsabilidade — não há desculpas ou justificativas.”












