- Bitcoin hoje cai para US$ 101 mil em corretoras
- Liquidação de US$ 19 bilhões impacta criptomoedas
- Cardano e altcoins registram perdas ainda maiores
O preço do Bitcoin sofreu uma queda abrupta entre a noite de sexta-feira e a manhã de sábado, levando o ativo ao menor nível desde o início de julho. Em algumas corretoras, o BTC chegou a ser negociado a pouco mais de US$ 101.000, enquanto em outras recuou para US$ 105.000. Apesar da leve recuperação posterior, o preço ainda permanece abaixo dos US$ 113.000, com estabilidade atual em torno de US$ 112.000.
Esse movimento liquidou mais de US$ 19 bilhões em posições no mercado de criptomoedas, afetando mais de 1,6 milhão de traders. Foi o maior volume de liquidações em um único dia no ano. O valor de mercado do Bitcoin também encolheu, caindo para US$ 2,235 trilhões, enquanto o domínio da moeda sobre o restante do setor alcançou 58%.
A semana começou com o Bitcoin superando os US$ 126.000 na segunda-feira, estabelecendo uma nova máxima histórica. No entanto, as declarações do atual presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a China mudaram o rumo. O presidente afirmou que os EUA imporão tarifas de 100% sobre produtos chineses a partir de 1º de novembro, alegando práticas comerciais fraudulentas por parte do país asiático.
Essa sinalização provocou aversão ao risco nos mercados globais e impacto direto em criptos superalavancadas. O efeito dominó derrubou também as altcoins, com perdas ainda mais acentuadas do que as registradas pelo BTC.
A Cardano (ADA) afundou mais de 65% em seu pior momento, alcançando uma mínima anual abaixo de US$ 0,30. Ethereum caiu 11%, XRP recuou 12%, Solana desvalorizou 16% e Dogecoin desabou 22%. Chainlink teve queda de 19%, seguida por SUI (-21%) e Stellar (-12,6%). A única exceção foi a ZEC, que contrariou a tendência e subiu 12%, atingindo US$ 255.
O valor de mercado combinado de todas as criptomoedas caiu de US$ 4,2 trilhões para US$ 3,3 trilhões nas horas mais críticas. Apesar da recuperação parcial para cerca de US$ 3,8 trilhões, o mercado ainda acumula perdas de aproximadamente US$ 400 bilhões em um único dia.












