- Roger Ver tenta acordo milionário com Justiça dos EUA
- Investidor é acusado de fraude fiscal em criptomoedas
- Aliados de Trump atuam em lobby a favor de Ver
Roger Ver, apelidado de “Jesus do Bitcoin” por seu ativismo precoce em defesa das criptomoedas, está em negociação com autoridades dos Estados Unidos para resolver acusações de fraude fiscal. O possível acordo, segundo apuração da imprensa americana, prevê o pagamento de cerca de US$ 48 milhões em impostos.
As acusações remontam à venda de dezenas de milhares de bitcoins, ainda nos primeiros anos do ativo digital. Ver teria obtido lucros substanciais, mas, segundo o Departamento de Justiça dos EUA, não apresentou declarações de imposto após renunciar à cidadania americana. Ele foi detido na Espanha e desde então resiste à extradição para território norte-americano.
Fontes próximas ao caso indicam que o processo está em andamento e que o acordo ainda precisa ser validado por um juiz federal. Há uma audiência marcada para 15 de dezembro de 2025, que pode definir os próximos passos da disputa legal.
Enquanto aguarda os desdobramentos judiciais, Ver recorreu a apoio político. Ele contratou Roger Stone, aliado do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para atuar como lobista em busca de uma solução. O nome de Stone aparece em registros oficiais de lobby protocolados este ano.
O gesto não é isolado. Desde o início de seu novo mandato, Trump concedeu perdões a vários nomes ligados ao setor de criptomoedas, como Ross Ulbricht, Arthur Hayes e outros fundadores da Bitmex. A própria plataforma também foi beneficiada após admitir violações à Lei de Sigilo Bancário.
Outro nome de peso envolvido em casos semelhantes é o de Changpeng Zhao, fundador da Binance, que também pediu perdão presidencial após cumprir quatro meses de prisão relacionados à conformidade da exchange com normas de combate à lavagem de dinheiro.
O caso de Ver volta a reacender discussões sobre os limites legais da atuação de pioneiros das criptos, especialmente em um momento em que os EUA reforçam a vigilância sobre tributações no setor.












