- BOE pode liberar limites para empresas e exchanges cripto
- Reino Unido busca acompanhar regras dos EUA para stablecoins
- Bailey defende coexistência entre stablecoins e finanças tradicionais
O Banco da Inglaterra (BOE) planeja conceder isenções aos limites de detenção de stablecoins para determinadas empresas, incluindo exchanges de criptomoedas, em meio à crescente pressão para alinhar o Reino Unido às regras mais flexíveis adotadas pelos Estados Unidos. A medida sinaliza uma mudança na abordagem regulatória, com foco em manter o país competitivo no setor de ativos digitais.
As propostas anteriores do banco central previam restrições de até £20 mil (US$ 26,8 mil) para indivíduos e £10 milhões (US$ 13,4 milhões) para empresas. No entanto, a instituição agora considera liberar exceções para companhias que precisam manter grandes volumes de stablecoins como parte de suas operações diárias. Além disso, o BOE estuda permitir o uso de stablecoins como ativos de liquidação dentro do Digital Securities Sandbox, seu ambiente experimental voltado à inovação financeira.
A decisão vem após críticas de líderes do setor cripto, que afirmaram que o Reino Unido poderia ficar em desvantagem competitiva em relação aos Estados Unidos, onde o governo do presidente Donald Trump recentemente aprovou o GENIUS Act, legislação que estabelece um marco regulatório para stablecoins lastreadas em dólar. A expectativa é de que o Banco da Inglaterra detalhe as novas diretrizes em uma consulta pública ainda este ano.
O governador do BOE, Andrew Bailey, tem indicado uma postura mais conciliadora em relação às stablecoins. Em artigo publicado no Financial Times, ele declarou que seria “errado” rejeitar o uso dessas moedas apenas por princípio, reconhecendo seu papel no avanço tecnológico dos pagamentos.
“De fato, não partilho dessa opinião, reconhecendo seu potencial para impulsionar a inovação em sistemas de pagamento, tanto no país quanto internacionalmente. A prática importa, no entanto, e é fundamental que essas stablecoins satisfaçam as condições que permitem a confiança pública”,
escreveu Bailey.
A sinalização de flexibilização regulatória marca um passo importante na integração das stablecoins ao sistema financeiro britânico, com foco em estimular a inovação sem comprometer a segurança e a transparência das transações digitais.














