- Stablecoins não-USD ausentes limitam utilidade global das criptomoedas
- Base registra US$ 1,5 tri em transações de stablecoin
- Base App foca criadores com modelo de “crie e ganhe”
Jesse Pollak, chefe da Base e criador da rede incubada pela Coinbase, afirmou que o ecossistema de criptomoedas precisa com urgência de stablecoins atreladas a moedas locais para atingir utilidade significativa. Durante sua participação na conferência Token2049 em Cingapura, ele destacou que o domínio do dólar no mercado limita o uso cotidiano desses ativos digitais.
“O que está faltando são todas as moedas que não são o dólar”,
disse Pollak. Ele ressaltou que, embora o dólar represente cerca de 60% das reservas cambiais mundiais, moedas como o euro, o iene e até mesmo o naira nigeriano são fundamentais para a economia global, mas ainda praticamente ausentes na criptoeconomia, onde 99% das stablecoins são denominadas em dólares.
Segundo Pollak, stablecoins lastreadas em moedas locais podem transformar atividades rotineiras, como pagamentos e empréstimos, ao oferecer uma experiência on-chain mais próxima da realidade financeira de cada país. Ele revelou que só no mês passado a Base registrou cerca de 81 bilhões de transações de stablecoins, movimentando aproximadamente US$ 1,5 trilhão.
Atualmente, a rede já suporta 12 stablecoins de moedas locais, incluindo opções vinculadas à rupia indonésia, à lira turca, ao dólar neozelandês e ao real brasileiro. Além disso, foram lançadas novas stablecoins atreladas ao dólar de Singapura e ao dólar australiano, ampliando a diversidade de ativos disponíveis na Base.
Enquanto o fornecimento total de stablecoins em dólar atingiu 284,4 bilhões em setembro, Pollak reforçou que a próxima etapa para o setor é expandir a tokenização para moedas regionais, aumentando a inclusão financeira global e fortalecendo a utilidade das criptomoedas em diferentes mercados.
Paralelamente, a Base também trabalha no desenvolvimento do Base App, superaplicativo que integra funções de rede social, miniaplicativos, negociação e pagamentos instantâneos. Ainda em fase beta, o app já reúne 1,2 milhão de pessoas na lista de espera e deve ser lançado publicamente nos próximos meses.
Pollak enfatizou o foco na economia dos criadores, apontando falhas do modelo Web2, em que grandes plataformas capturam 95% do valor gerado. “As redes sociais onchain invertem esse cenário, onde agora 95% do valor vai para os criadores”, afirmou, destacando que o novo modelo busca devolver poder econômico diretamente aos produtores de conteúdo.














