- Preço do Bitcoin sobe para US$ 118 mil
- Volume de derivativos de BTC salta 50%
- ETFs de Bitcoin atraem quase US$ 1 bilhão
O Bitcoin (BTC) iniciou o mês de outubro com forte valorização, sendo cotado a US$ 118.473 em 2 de outubro, representando alta de 3,4% nas últimas 24 horas. O movimento acontece em meio à primeira paralisação do governo dos Estados Unidos desde 2018, elevando o interesse dos investidores por ativos considerados mais resistentes a crises fiscais, como criptomoedas e ouro.

Com a nova valorização, o BTC acumula ganho de 6% na semana e de 7,4% nos últimos 30 dias, ficando apenas 4,5% abaixo da máxima histórica de US$ 124.128 registrada em agosto. O salto reforça a tendência positiva destacada por operadores durante o mês de outubro, conhecido entre os traders como “Uptober”.
Segundo dados da Coinglass, o volume de derivativos disparou 50,6%, atingindo US$ 122,8 bilhões. O interesse em aberto também subiu 6%, alcançando US$ 86,6 bilhões. Essa combinação de aumento de volume e posições abertas sugere um reposicionamento de mercado por parte de investidores, ao invés de mera especulação de curto prazo.
Neste artigo, vamos discutir:
Paralisação do governo norte-americano
A paralisação do governo norte-americano, iniciada em 1º de outubro após o Congresso não aprovar o orçamento, gerou instabilidade nos mercados tradicionais. Os futuros do S&P 500 recuaram 0,6%, o dólar perdeu força e houve saídas expressivas de capital em ações estrangeiras. Em contrapartida, o ouro renovou recorde histórico ao bater US$ 3.850 por onça, e o Bitcoin superou os US$ 119 mil, patamar que não era visto há dois meses.
A narrativa do BTC como reserva de valor com suprimento limitado — 21 milhões de unidades — ganha força em momentos de incerteza fiscal. A política monetária dos EUA e os crescentes déficits públicos alimentam essa percepção.
No campo institucional, os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos registraram entradas que somaram quase US$ 1 bilhão no fim de setembro. Destaque para o fundo da BlackRock, que ultrapassou os US$ 80 bilhões em ativos sob gestão.
Outro fator que contribuiu para o otimismo foi a decisão do Tesouro norte-americano de esclarecer que ganhos não realizados contabilizados em balanços corporativos não serão tributados. A medida pode estimular a adoção de Bitcoin por empresas com visão de longo prazo.
Bitcoin vai subir ou cair: Opiniões técnicas dividem traders sobre os próximos passos do BTC
Para o analista Ali (@ali_charts), o rompimento da faixa de US$ 117 mil aciona um possível movimento de continuação até US$ 139 mil, com base nas chamadas Pricing Bands. A leitura reforça a tese de alta sustentada e mostra que o BTC ainda tem espaço para subir sem esbarrar em grandes resistências.
Já Ted (@TedPillows) adota uma visão mais técnica e cautelosa. Segundo ele, o BTC conseguiu recuperar integralmente o suporte dos US$ 117 mil, e agora tem pela frente apenas a resistência em US$ 120 mil antes de buscar uma nova máxima histórica. No entanto, alerta que uma perda dessa base pode levar o ativo a testar novamente a região dos US$ 113.500. A análise indica uma zona de atenção, com viés neutro de curto prazo.
$BTC has fully reclaimed its $117,000 support level.
The only thing between BTC and a new ATH is the $120,000 resistance level.
Although if Bitcoin loses the $117K support level, it could drop towards the $113,500 level. pic.twitter.com/VrykrDbzKa
— Ted (@TedPillows) October 2, 2025
Por outro lado, um analista com o perfil Crypto Analyst (@CryptoA40672341) afirma que a atual alta estaria perto do esgotamento. De acordo com sua avaliação, o BTC está completamente sobrecomprado no gráfico diário e pode recuar para US$ 110 mil ou até US$ 105 mil em breve. Ele também projeta fortes correções nas altcoins, com perdas entre 20% e 80%. Essa é uma leitura claramente baixista e destaca riscos de uma reversão brusca no curto prazo.
As três leituras, embora divergentes, refletem o momento técnico decisivo do mercado. Enquanto alguns veem margem para continuidade da valorização, outros observam sinais de exaustão nos indicadores gráficos.












