- Ouro sobe 37% e renova máxima histórica
- Bitcoin consolida abaixo do topo histórico
- Venda de longo prazo pressiona criptomoeda BTC
Apesar do fortalecimento de ativos considerados reservas de valor, como o ouro e a prata, o Bitcoin (BTC) permanece lateralizado, levantando dúvidas sobre seu desempenho atual em meio à instabilidade econômica global.
O ouro atingiu uma nova máxima histórica de US$ 3.697, acumulando valorização superior a 37% em 2025. A prata também apresentou forte desempenho, com alta de 41%. Paralelamente, os principais índices de ações dos Estados Unidos, como o S&P 500 e o Nasdaq, operam próximos aos recordes, impulsionados principalmente por ações do setor de tecnologia.
O analista JA Maartunn destacou essa desconexão em uma análise recente: “Você tem um panorama realmente confuso, certo? Os ativos seguros estão em alta, e os ativos de risco também. É como se o mercado estivesse a favor e contra o risco ao mesmo tempo.”
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— Maartunn (@JA_Maartun) September 15, 2025
Essa contradição, segundo ele, pode ser explicada pela busca de proteção frente à instabilidade geopolítica, à fraqueza do dólar e à crescente dívida soberana. Mesmo com esse ambiente propício para ativos alternativos, o Bitcoin não acompanhou o movimento.
A estagnação do preço parece estar mais ligada a fatores internos do ecossistema do BTC. Maartunn observa que detentores de longo prazo têm realizado lucros, com cerca de 230.000 BTC sendo vendidos apenas nos últimos 30 dias. Essa pressão vendedora tem sido suficiente para conter qualquer tentativa de valorização.
No momento da redação, o Bitcoin é negociado a US$ 115.452, com variação negativa de 0,5% no dia, mas ainda com ganho semanal de 3,4%. No acumulado de 2025, a criptomoeda já subiu 97%, embora esteja 6,6% abaixo do recorde histórico registrado em agosto.
Apesar do atual movimento de consolidação, alguns analistas seguem otimistas. Um cruzamento de média móvel no MACD diário, somado a um fundo no indicador MVRV perto de US$ 107 mil, pode indicar a possibilidade de um novo ciclo de alta, com alvos entre US$ 140 mil e US$ 150 mil.
O cofundador da BitMEX, Arthur Hayes, reforça essa tese. Para ele, a alta do Bitcoin deve se estender até 2026, impulsionada por fatores de liquidez global. Hayes mantém sua projeção de preço de US$ 250.000, destacando que a pressão atual não invalida o potencial de longo prazo da principal criptomoeda do mercado.












