- Entradas diárias em ETFs de Bitcoin podem dobrar
- Halving limita oferta de BTC frente à demanda crescente
- Decisão do Federal Reserve influencia fluxo institucional
Os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos registraram entradas superiores a US$ 1 bilhão na última semana, em meio à expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve.
De acordo com dados da Farside Investors, apenas em um único dia os fundos receberam US$ 741,5 milhões. O FBTC, da Fidelity, liderou com US$ 299 milhões, seguido pelo IBIT, da BlackRock, que captou US$ 211,2 milhões. O preço do Bitcoin chegou a US$ 114.132 em 11 de setembro, após ter alcançado um recorde histórico acima de US$ 124.000 em agosto.
A matemática mostra o impacto direto desses fluxos. Com entradas líquidas de US$ 757 milhões, é possível adquirir cerca de 6.640 BTC — o equivalente a aproximadamente 15 dias de nova emissão após o halving de abril, que reduziu a recompensa por bloco para 3,125 BTC. Como a rede mantém em média 144 blocos minerados por dia, a emissão diária fica em torno de 450 BTC.
A pesquisa da Reuters com economistas sugere que o Fed pode cortar 25 pontos-base em 17 de setembro, movimento já precificado pelos mercados. A ferramenta FedWatch da CME reforça essa expectativa, mostrando que uma redução nos rendimentos reais de 10 anos pode aumentar ainda mais a atratividade dos ETFs de Bitcoin.
Com a aprovação pela SEC de criações e resgates em espécie no fim de julho, os ETFs de cripto ganharam eficiência semelhante aos produtos de commodities, reduzindo barreiras de caixa e melhorando o processo de arbitragem. Isso pode acelerar a transformação da demanda institucional em compras de BTC no mercado à vista.
A oferta restrita também é reforçada pela métrica de oferta ilíquida da Glassnode, que atingiu 14,3 milhões de BTC em agosto, sinalizando que grande parte das moedas está em mãos de investidores de longo prazo. Assim, os fluxos de ETFs dependem cada vez mais de saldos de corretoras e estoques de negociação.
A próxima decisão do Fed definirá se os ETFs manterão um ritmo de absorção equivalente a 10 a 20 dias de emissão por sessão, ou se os fluxos recuarão para níveis próximos a US$ 250 milhões diários, em linha com a capacidade de oferta dos mineradores e traders.












