- Sora Ventures lança fundo de US$ 1 bilhão em Bitcoin
- Foco em empresas asiáticas que mantêm BTC em tesouraria
- Fundo já tem US$ 200 milhões em compromissos iniciais
A gestora de capital de risco Sora Ventures, sediada em Taiwan, anunciou a criação de um fundo de US$ 1 bilhão voltado ao apoio de empresas que mantêm bitcoin em seus balanços na Ásia. O comunicado divulgado na sexta-feira informa que a companhia já assegurou US$ 200 milhões em compromissos iniciais de investidores e parceiros regionais, com meta de completar a captação nos próximos seis meses.
O objetivo do fundo é fortalecer o movimento de tesourarias corporativas em bitcoin, prática que ganhou força no Japão, em Hong Kong, na Tailândia e na Coreia do Sul. Jason Fang, fundador e sócio-gerente da Sora Ventures, destacou a relevância da iniciativa.
“Temos visto um aumento no interesse de instituições que investem em Bitcoin Treasuries nos EUA e na UE, enquanto na Ásia os esforços têm sido relativamente fragmentados. Esta é a primeira vez na história que o dinheiro institucional se une, do local para o regional e agora para o cenário global.”
A estratégia da Sora Ventures se apoia em um histórico recente de aquisições e investimentos direcionados a companhias que já utilizam bitcoin como ativo de tesouraria. Em abril de 2024, a empresa apoiou a Metaplanet do Japão em uma compra de 1 bilhão de ienes (cerca de US$ 6,6 milhões) em BTC.
No início de 2024, a Sora adquiriu a Moon Inc., de Hong Kong, que após a reestruturação deixou de ser HK Asia Holdings e passou a investir em bitcoin e Web3. Em julho, a companhia liderou um consórcio para adquirir a varejista tailandesa de eletrônicos DV8, com a proposta de replicar o modelo da Metaplanet no Sudeste Asiático. Ainda no mesmo mês, junto a parceiros, assumiu o controle da sul-coreana BitPlanet, apoiando sua expansão para ativos digitais.
O lançamento desse fundo reforça o posicionamento da Sora Ventures como uma das principais articuladoras do avanço das tesourarias corporativas de bitcoin no continente asiático, conectando capital institucional a empresas locais que buscam diversificar suas reservas em criptomoedas.












