- Golpista usou engenharia social para roubar bitcoins
- Polícia alerta sobre riscos de phishing com frases-semente
- Criminosos miram investidores de criptomoedas na Europa
A polícia do Norte de Gales confirmou que um golpista conseguiu roubar aproximadamente US$ 2,8 milhões em bitcoins após se passar por um oficial sênior do Reino Unido. O criminoso utilizou um esquema de engenharia social para convencer a vítima a inserir a frase-semente de sua carteira em um site de phishing cuidadosamente elaborado.
De acordo com o comunicado oficial, o fraudador afirmou que documentos de identidade da vítima haviam sido encontrados no celular de um suspeito preso. Sob o pretexto de proteger seus ativos, induziu a vítima a digitar sua chave de recuperação em uma página falsa, o que permitiu que os fundos fossem transferidos em questão de minutos.
A frase-semente, geralmente composta por 12 a 24 palavras, funciona como a chave-mestra de uma carteira de criptomoedas autocustodiada. Com esse acesso, qualquer pessoa pode movimentar todos os ativos vinculados àquela carteira.
As autoridades reforçaram que policiais ou órgãos oficiais jamais solicitam frases-semente ou dados de carteiras de criptomoedas. No alerta público, destacaram ainda que “nenhuma empresa ou agência legítima jamais solicitará uma frase-semente”. A recomendação é que, diante de ligações suspeitas, as pessoas desliguem imediatamente e confirmem a informação por meio do número 101, canal oficial de contato não emergencial.
Segundo a empresa de segurança blockchain TRM Labs, ataques de engenharia social se tornaram um dos principais vetores de crimes digitais no setor. Apenas no primeiro semestre de 2025, mais de 80% dos fundos roubados estiveram ligados ao comprometimento de frases-semente e chaves privadas.
Além dos golpes digitais, países europeus enfrentam também um aumento de ataques físicos envolvendo criptomoedas. Somente na França, foram registrados pelo menos 10 casos de “ataques de chave inglesa”, em que criminosos tentaram extorquir vítimas por meio de violência ou sequestro para acessar carteiras digitais.
Esse novo caso reforça a necessidade de atenção redobrada de investidores em criptomoedas diante da sofisticação crescente das táticas usadas por criminosos.













