A vice-presidência da Indonésia está considerando oficialmente a inclusão do Bitcoin (BTC) como parte das reservas nacionais do país, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (5) pelo perfil Bitcoin Archive. O movimento indica um possível avanço na adoção estatal da criptomoeda por parte de uma das maiores economias da Ásia.
Nesta terça-feira, o Bitcoin é negociado a US$ 114.225, com recuo de 1% nas últimas 24 horas. Apesar da queda, o ativo continua sendo visto por governos de países emergentes como uma alternativa para diversificação de reservas e proteção contra instabilidades cambiais.
Caso a proposta seja levada adiante, a Indonésia se somará a um grupo de nações que já deram passos concretos nesse sentido. El Salvador foi pioneiro ao tornar o Bitcoin moeda de curso legal em 2021, além de acumular mais de 5.000 BTC em reservas estatais. Desde então, o país tem apostado na criptomoeda como parte de sua política econômica.
BREAKING: Indonesia’s vice president’s office considers adopting Bitcoin as a national reserve asset.
Bitcoin game theory is playing out 👀 pic.twitter.com/BKKfPnilRc
— Bitcoin Archive (@BTC_Archive) August 5, 2025
A República Centro-Africana também adotou o Bitcoin oficialmente em 2022, e países como Venezuela e Zimbábue vêm utilizando ativos digitais como meios alternativos para preservar valor diante de crises monetárias e sanções internacionais.
Com uma população superior a 270 milhões de pessoas, a Indonésia tem potencial para causar impacto significativo no mercado global caso avance com essa estratégia. O interesse em ativos digitais por parte de governos reflete uma busca por maior autonomia financeira e novas formas de armazenar valor diante de um cenário geopolítico cada vez mais volátil.
O debate em torno do uso do Bitcoin por Estados-nação segue em expansão, e a possível entrada da Indonésia nesse grupo reforça a ideia de que o BTC está deixando de ser apenas um ativo especulativo para se consolidar como instrumento estratégico em algumas economias.












