- CoinDCX lidera perdas em ataques com US$ 44 milhões
- GMX sofre ataque, mas recupera US$ 40,5 milhões
- Hackers miram corretoras e protocolos de criptomoedas
O setor de criptomoedas enfrentou um aumento significativo nas perdas relacionadas a ataques cibernéticos em julho, atingindo US$ 142 milhões em saídas, segundo dados da empresa de segurança blockchain PeckShield. O volume representa um acréscimo de 27,2% em comparação aos US$ 111,6 milhões registrados em junho.
De acordo com a PeckShield, ocorreram pelo menos 17 incidentes de grande porte no mês, sendo cinco deles responsáveis pela maior parte das perdas. A CoinDCX, uma das maiores corretoras da Índia, foi o alvo mais impactado, com um prejuízo de US$ 44,2 milhões. O ataque foi classificado como uma “violação sofisticada de servidor” pelo CEO Sumit Gupta em publicação feita na época.
#PeckShieldAlert In July 2025, ~17 major crypto hacks were recorded, resulting in total losses of $142M—a 27.2% increase (from $111.6M in June). Notably, the #GMX exploiter has returned ~$40.5M worth of cryptos, including 10K ETH and 10.5M $FRAX.#Top5 Hacks in July 2025:… pic.twitter.com/Y5VLUILq5Z
— PeckShieldAlert (@PeckShieldAlert) August 1, 2025
Investigações conduzidas pela polícia de Bengaluru apontaram que o golpe envolveu uma falsa oferta de emprego. Um funcionário da CoinDCX foi induzido a instalar um malware em um dispositivo corporativo, permitindo o acesso dos hackers aos sistemas da empresa e a subsequente extração de criptoativos.
A exchange descentralizada GMX também foi afetada, com um exploit que resultou no roubo de aproximadamente US$ 42 milhões. Apesar do impacto inicial, o invasor acabou devolvendo cerca de US$ 40,5 milhões, incluindo 10.000 ETH e 10,5 milhões de FRAX, de acordo com a PeckShield.
Outras vítimas notáveis incluem a corretora BigONE, que relatou perdas de US$ 28 milhões, a WOO X, com prejuízo estimado em US$ 12 milhões, e o Future Protocol, que sofreu um ataque de US$ 4,2 milhões.
A escalada de incidentes reforça os desafios constantes de segurança enfrentados por plataformas de criptomoedas, especialmente aquelas que operam com alto volume de ativos. A maioria dos ataques teve como alvo exchanges centralizadas e protocolos DeFi com liquidez significativa. O aumento expressivo nas perdas chama atenção para a necessidade de medidas preventivas mais robustas em um ambiente de crescente sofisticação dos cibercriminosos.














