- Regulador coreano impõe limites a investimentos em criptomoedas
- Coinbase e Strategy impactadas por diretriz do FSS
- FSC mantém regra de 2017 sobre ativos digitais
O Serviço de Supervisão Financeira (FSS) da Coreia do Sul orientou gestores de ativos locais a reduzirem a exposição de seus fundos negociados em bolsa a empresas ligadas ao setor de criptomoedas, como Coinbase e Strategy. A instrução foi passada verbalmente no início de julho, segundo informações do Korea Herald.
De acordo com o relatório, o FSS reforçou que as instituições financeiras devem seguir as diretrizes emitidas pela Comissão de Serviços Financeiros (FSC) em 2017, que proíbem empresas reguladas de manter, adquirir ou investir diretamente em ativos digitais. A medida tem como objetivo conter a participação institucional em instrumentos associados ao mercado cripto até que novas regulamentações sejam oficialmente implementadas.
A decisão gerou críticas entre gestores financeiros sul-coreanos, que alegam desequilíbrio de acesso em comparação com investidores de varejo, estes ainda aptos a operar ETFs dos Estados Unidos com exposição a companhias do setor de criptomoedas.
Um representante do FSS declarou que “as instituições precisam obedecer às diretrizes existentes até que novas regulamentações sejam formalizadas”, mesmo diante das recentes mudanças normativas nos Estados Unidos e na própria Coreia do Sul.
A FSS atua como braço executivo do FSC e é responsável pela supervisão prática das instituições financeiras sul-coreanas. Sua atuação reflete diretamente nas operações de fundos e bancos com interesses em ativos digitais.
Com o atual presidente dos EUA, Donald Trump, adotando uma abordagem mais favorável ao mercado de criptomoedas, a Coreia do Sul iniciou um processo de revisão de suas próprias políticas. Em 2025, o país começou a flexibilizar gradualmente sua proibição tácita à negociação institucional de criptoativos.
A eleição do presidente sul-coreano Lee Jae Myung, defensor da inovação no setor, acelerou essas mudanças. Lee tem impulsionado propostas para permitir o lançamento de ETFs de criptomoedas à vista e a emissão de stablecoins atreladas ao won, visando fortalecer a competitividade do mercado local.
A Coreia do Sul se mantém como um dos maiores centros globais de negociação de criptomoedas, contando com mais de 18 milhões de investidores no setor, segundo dados do Banco da Coreia.













