- Empresas de capital aberto investem em criptomoedas como tesouro
- Franklin Templeton vê risco de ciclo de feedback perigoso
- Volatilidade dos criptoativos impacta estratégia financeira
A Franklin Templeton Digital Assets publicou uma análise sobre os riscos envolvidos nas estratégias de tesouraria corporativa que utilizam criptomoedas. Segundo os analistas, embora o modelo tenha gerado vantagens significativas para empresas listadas, existe a possibilidade de um ciclo de feedback negativo que pode comprometer a sustentabilidade dessas operações.
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— Franklin Templeton Digital Assets (@FTDA_US) July 2, 2025
Cada vez mais companhias abertas adotam um modelo baseado na acumulação de ativos digitais como bitcoin, ethereum e solana. Dados do Bitcoin Treasuries apontam que 135 empresas seguem esse modelo, inspirado pela estratégia da antiga MicroStrategy — agora chamada apenas Strategy — liderada por Michael Saylor.
Desde o início de 2024, essas empresas levantaram bilhões por meio de instrumentos como notas conversíveis, ações preferenciais e ofertas privadas de ações públicas. A ideia central é utilizar esses recursos para adquirir criptoativos e alavancar o valor de mercado com base na valorização dos ativos digitais mantidos no balanço.
Entre os destaques do setor estão Strategy (BTC), Metaplanet (BTC), Twenty One (BTC), SharpLink (ETH), Upexi (SOL) e Sol Strategies (SOL). Todas apostam na tese de que a exposição direta a criptomoedas pode ser uma ferramenta eficaz de crescimento e valorização das ações no mercado tradicional.
Os analistas da Franklin Templeton explicam que o modelo oferece vantagens como levantar capital com prêmio sobre o valor patrimonial líquido, além de explorar a volatilidade das criptomoedas como fator que valoriza instrumentos financeiros híbridos, como as notas conversíveis. “Curiosamente, a volatilidade dos criptoativos — frequentemente vista como um risco — é um fator-chave para essa estratégia”, observaram no relatório.
No entanto, o alerta maior recai sobre a possibilidade de um ciclo negativo: caso o valor dos criptoativos caia significativamente, empresas podem enfrentar dificuldades para emitir novos papéis, ver sua liquidez comprometida e entrar em uma espiral descendente que impacta tanto o caixa quanto o valor de mercado.
A perspectiva incerta levanta questões sobre a resiliência do modelo de tesouraria cripto no longo prazo, especialmente em um ambiente de mercado volátil e em constante transformação.













