- Meta volta a considerar lançamento de stablecoin própria
- Senadores alertam riscos à concorrência e privacidade
- Ambições da Meta reacendem debate sobre regulação de stablecoins
Os senadores democratas Elizabeth Warren e Richard Blumenthal enviaram uma carta ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, expressando preocupação com a possível retomada dos planos da empresa para lançar uma stablecoin. Segundo os parlamentares, há relatos de que a Meta está em discussões com empresas do setor cripto para explorar integrações de stablecoins em seus serviços, inclusive para pagamentos em plataformas como o Instagram.
Meta is back in the stablecoin conversation
Well done Act reaches Senate debate. The timing exposes a core regulatory fault line.
The bill would ban Big Tech firms from issuing USD-backed stablecoins unless through a financial subsidiary. At stake: who gets to build digital…
— Rizz-Go (@rizzgollc) June 12, 2025
Na carta, os senadores apontaram que permitir que grandes empresas de tecnologia emitam moedas digitais próprias, como stablecoins, representa riscos sérios à privacidade, à concorrência e à estabilidade financeira. “A emissão ou o controle de suas próprias moedas privadas por grandes empresas de tecnologia, como uma stablecoin, ameaçaria a concorrência em toda a economia, corroeria a privacidade financeira e cederia o controle da oferta monetária dos EUA a plataformas monopolistas com histórico de abuso de poder”, escreveram.
A iniciativa reacende memórias da fracassada tentativa da Meta com o projeto Libra, que visava criar uma stablecoin global. Lançado em 2019, o projeto sofreu resistência regulatória, foi rebatizado como Diem e encerrado em 2022. Agora, sob um ambiente político mais favorável às criptomoedas com o segundo mandato de Donald Trump, a Meta parece retomar seu interesse, inclusive contratando Ginger Baker, ex-Ripple, para liderar esforços nesse setor.
Warren e Blumenthal destacaram que uma stablecoin da Meta poderia ser usada para extrair dados financeiros dos usuários, fortalecer práticas monopolistas e aumentar a exposição a riscos sistêmicos, citando episódios como a perda temporária de paridade da USDC em 2023. Segundo eles, qualquer tentativa da Meta de voltar ao setor precisa de análise rigorosa, considerando o histórico da empresa com violações de privacidade.
Os senadores pediram informações detalhadas à Meta até 17 de junho, incluindo quais empresas foram consultadas, se pretende lançar sua própria stablecoin ou firmar parceria, quais plataformas seriam utilizadas, e se a empresa fez lobby relacionado a legislações como a Lei GENIUS e a Lei STABLE.
Eles também querem entender as diferenças entre os planos atuais e os projetos anteriores, como Libra e Diem, além de quais medidas foram tomadas para lidar com preocupações regulatórias passadas. O mercado aguarda as respostas, em meio à crescente movimentação de empresas como Apple, Google e Visa na integração de soluções com stablecoins.














