- Paquistão cria cargo oficial focado em blockchain e criptomoedas
- Bilal Bin Saqib liderará diretrizes cripto no governo
- Parceria com World Liberty mira stablecoins e mineração
O governo do Paquistão deu mais um passo rumo à regulamentação e expansão do setor de criptomoedas ao nomear Bilal Bin Saqib como assistente especial para blockchain e ativos digitais no gabinete do primeiro-ministro. A medida visa reforçar a formulação de políticas compatíveis com o GAFI e consolidar o uso de tecnologias descentralizadas no país.
🇵🇰 PAKISTAN TAPS NEW BLOCKCHAIN AND CRYPTO CHIEF
Pakistan’s Prime Minister Shehbaz Sharif has added another member to his cabinet, naming a special assistant on blockchain and cryptocurrency.
This comes as Pakistan prepares to use 2 thousand megawatts of electricity to power… pic.twitter.com/0cbA24O5jx
— Mario Nawfal (@MarioNawfal) May 26, 2025
Bilal, que também ocupa a presidência do Conselho de Criptomoedas do Paquistão (PCC), é formado pela London School of Economics, integrou a lista “30 Under 30” da Forbes e foi agraciado com a condecoração MBE pelo rei Charles III, em reconhecimento ao seu impacto social.
Seu papel envolve não apenas liderar a regulação do setor, como também supervisionar projetos de mineração de Bitcoin e implementar soluções blockchain em áreas como registros fundiários e serviços financeiros. Embora tenha recebido status ministerial, ele não será remunerado nem receberá benefícios oficiais.
Essa nomeação ocorre em paralelo ao anúncio da Autoridade de Ativos Digitais do Paquistão (PDAA), responsável por fiscalizar corretoras, carteiras digitais, stablecoins, aplicativos DeFi e outros serviços relacionados.
Outra frente prioritária é a infraestrutura energética. O país dedicará 2.000 megawatts de energia para mineração de criptomoedas e centros de dados voltados à inteligência artificial. A expectativa é gerar empregos em tecnologia, aumentar a arrecadação e atrair capital estrangeiro.
A aproximação do Paquistão com a World Liberty Financial (WLF), ligada a interesses políticos nos Estados Unidos, também ganha destaque. Em abril, Bilal ingressou como consultor da WLF após a visita do cofundador Zach Witkoff, que firmou um acordo com o governo paquistanês para explorar o uso de stablecoins no comércio e envio de remessas.
O ex-CEO da Binance, Changpeng Zhao, integra o PCC como conselheiro desde abril. Apesar de reportagens indicarem que Zhao estaria intermediando conexões internacionais para a WLF, ele negou a acusação, classificando-a como “outra armação”.
O Paquistão, diante da queda de 45% no investimento estrangeiro em fevereiro, busca nas criptomoedas uma nova estratégia para reaquecer sua economia digital e modernizar a política financeira.














