- Token $LIBRA perde 98% após apoio de Milei
- Milei encerra investigação oficial do token LIBRA
- Investidores de criptomoedas acusam presidente de promoção enganosa
O presidente da Argentina, Javier Milei, decretou o fim da Unidade de Tarefa de Investigação (UTI), responsável por apurar irregularidades envolvendo o polêmico token $LIBRA. A medida foi oficializada por meio do Decreto 332/2025, publicado em 19 de maio no Diário Oficial da Nação.
A UTI foi criada em fevereiro, poucos dias após Milei ter mencionado o projeto LIBRA em uma publicação na plataforma X. Esse breve endosso impulsionou o token a uma avaliação de mercado de US$ 4,5 bilhões. No entanto, após o presidente negar envolvimento direto e alegar que apenas compartilhou informações, o ativo digital sofreu uma queda brusca, sendo negociado atualmente a cerca de US$ 0,06 — uma perda de 98%.
Segundo o decreto, a UTI teria concluído sua missão principal de coleta de dados, que foram encaminhados ao Ministério Público. Durante sua atuação, a unidade trabalhou em conjunto com instituições como o Banco Central, a Comissão Nacional de Valores Mobiliários e a Unidade de Informação Financeira. Apesar disso, nenhum relatório público foi disponibilizado até o momento.
O colapso do token afetou aproximadamente 74 mil investidores, resultando em perdas estimadas em US$ 250 milhões. Informações divulgadas por analistas apontam que membros da equipe do projeto, incluindo Hayden Davis, venderam grandes volumes de ativos antes da queda, agravando ainda mais o prejuízo coletivo.
Mesmo com o encerramento da UTI, a crise não chegou ao fim. Mais de 100 denúncias criminais foram protocoladas contra Milei, que enfrenta acusações de fraude e promoção enganosa. O Congresso criou uma comissão parlamentar de inquérito, e diversas ações coletivas internacionais estão sendo articuladas por investidores estrangeiros.
Em uma das frentes da investigação, a juíza María Romilda Servini ordenou que o Banco Central da Argentina forneça os registros bancários do presidente e de sua irmã, Karina Milei, atualmente secretária-geral da Presidência. A medida surge após alegações de que pagamentos ocultos possam ter influenciado o apoio presidencial ao projeto LIBRA.














