- Dow Jones cai com queda da UnitedHealth
- Inflação CPI dos EUA atinge mínima desde 2021
- Mercado aposta em corte de juros apenas em setembro
Os investidores digeriam os dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de abril e avaliavam os desdobramentos do recente acordo comercial entre EUA e China.
O destaque negativo ficou com o Dow Jones Industrial Average, que recuou 0,4%, puxado principalmente pela queda acentuada das ações da UnitedHealth. O papel da empresa, considerado um dos pilares do índice, registrou forte baixa e foi um dos principais vetores de pressão negativa.
O S&P 500, por sua vez, operou próximo da estabilidade. O índice chegou a subir 3,3% no pregão anterior com o otimismo gerado pelo alívio tarifário entre as duas maiores economias do mundo. Já o Nasdaq Composite, impulsionado pelas big techs, subiu cerca de 0,3%, refletindo o apetite por ações de tecnologia.
O CPI divulgado nesta terça mostrou desaceleração da inflação, com a taxa anual atingindo o menor patamar desde 2021. O dado sinaliza que, ao menos no curto prazo, os impactos das medidas tarifárias implementadas recentemente por Donald Trump ainda não se materializaram nos preços ao consumidor.
Apesar disso, o mercado de títulos segue atento ao comportamento da inflação, com os investidores especulando sobre os próximos passos do Federal Reserve. As apostas majoritárias agora projetam o primeiro corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica apenas para setembro, postergando as expectativas que antes indicavam junho como provável início do ciclo de flexibilização monetária.
A trégua comercial entre Washington e Pequim, embora tenha gerado euforia inicial, perde força na medida em que os investidores retornam o foco para os indicadores econômicos e o posicionamento do Fed.
Banco do Japão mantém postura firme sobre juros, apesar das incertezas globais
O Banco do Japão (BOJ) indicou que continuará com sua política de aumento gradual das taxas de juros, mesmo diante das incertezas causadas pelas tarifas comerciais dos EUA. Segundo o vice-governador Shinichi Uchida, a expectativa é de que os salários e os preços no Japão continuem subindo, impulsionados por um mercado de trabalho aquecido.
Apesar da manutenção da taxa básica em 0,5% na última reunião, membros do conselho sinalizam que há espaço para retomar os aumentos após uma possível pausa. A meta de inflação de 2% segue como justificativa central para essa trajetória. Uchida enfatizou que empresas devem repassar custos crescentes aos consumidores, o que sustentaria a inflação.
Enquanto isso, o ministro das Finanças, Katsunobu Kato, planeja discutir políticas cambiais com o secretário do Tesouro dos EUA durante a reunião do G7, deixando claro que essas conversas não farão parte das negociações comerciais formais.












