O Bitcoin (BTC) está sendo cotado a US$ 94.050 em 27/04/2025, equivalente a cerca de R$534,424.40 e € 82.950 no câmbio atual.
A alta contínua que impulsionou o BTC durante a semana perdeu força na sexta-feira, após a criptomoeda atingir o pico de US$ 96.000 e recuar cerca de dois mil dólares desde então.
O movimento de alta começou no início da semana, quando o Bitcoin rompeu a resistência dos US$ 86.000 na segunda-feira e seguiu em tendência ascendente nos dias seguintes. O ativo superou os US$ 90.000 na terça-feira e alcançou US$ 92.000 na quarta-feira. O ápice veio na sexta, com o BTC atingindo o maior preço em dois meses, pouco abaixo de US$ 96.000.

Apesar de tentativas adicionais durante o final de semana, o Bitcoin não conseguiu superar essa resistência e atualmente opera próximo a US$ 94.000. Sua capitalização de mercado caiu para menos de US$ 1,870 trilhão, enquanto o domínio sobre as altcoins se mantém em 61,3%.
No mercado de altcoins, a pressão de venda foi ainda mais intensa nas últimas 24 horas, com quedas expressivas de ativos como Solana (SOL), Dogecoin (DOGE), Cardano (ADA) e Shiba Inu (SHIB).
Ainda assim, o sentimento entre investidores se mostra cada vez mais otimista, impulsionado pela contínua retirada de grandes quantidades de BTC das principais corretoras centralizadas, como Binance e Coinbase, nos últimos dias.
Mais de 35.000 BTC saíram da Binance e da Coinbase
Segundo análise publicada na CryptoQuant por João Wedson, a Binance — maior corretora de criptomoedas do mundo em volume — observou uma forte atividade de saques recentemente. Dados revelam que, apenas na sexta-feira (25), cerca de 27.750 BTC, avaliados em aproximadamente US$ 2,63 bilhões, foram retirados da plataforma. Trata-se da terceira maior saída líquida de Bitcoin da história da exchange.
Retiradas em larga escala de corretoras, geralmente transferindo fundos para carteiras não custodiais, são interpretadas como sinal de crescente confiança no potencial de longo prazo do BTC. Embora Wedson tenha alertado que fluxos de saída isolados não garantam a valorização do ativo, ele destacou que essas movimentações podem antecipar momentos de alta volatilidade, muitas vezes liderados por investidores institucionais.
O analista também relembrou episódios passados, como a repressão da China às criptomoedas em 2021, para mostrar que mesmo grandes retiradas nem sempre evitam correções de mercado. Por outro lado, citou o caso do colapso da FTX, quando saídas constantes antecederam a formação de um fundo e o início de uma nova tendência de recuperação.
Wedson reforçou que o mais importante é observar a tendência contínua do fluxo líquido, e não se prender a eventos pontuais.
Enquanto isso, a Coinbase também registrou saídas relevantes. De acordo com Amr Taha, outro analista da CryptoQuant, cerca de 7.000 BTC, equivalentes a US$ 66,5 milhões, foram retirados da corretora, tradicionalmente reconhecida por atender investidores institucionais nos Estados Unidos.












