- IPO da SpaceX alcança avaliação recorde de US$ 1,77 trilhão.
- Elon Musk torna-se primeiro trilionário com estreia histórica.
- S&P 500, Bitcoin e Nasdaq fecham em alta.
A SpaceX protagonizou um dos eventos mais aguardados dos mercados financeiros em 2026 ao estrear na bolsa de valores nesta sexta-feira. As ações da empresa abriram a US$ 150, acima do preço de IPO definido em US$ 135 por papel, demonstrando a forte demanda dos investidores logo nos primeiros minutos de negociação.
A oferta pública inicial permitiu à companhia levantar aproximadamente US$ 75 bilhões. Com a estreia acima do preço de emissão, a SpaceX atingiu uma avaliação de mercado estimada em US$ 1,77 trilhão, consolidando-se entre as empresas mais valiosas do mundo.
O desempenho também teve impacto direto sobre a fortuna de Elon Musk. Com a valorização da companhia, o empresário passou a ocupar um marco inédito na história dos mercados globais, tornando-se, no papel, o primeiro trilionário do mundo.
A listagem acontece em um momento de expansão dos projetos da empresa aeroespacial. Entre os planos anunciados está o desenvolvimento de centros de dados voltados para inteligência artificial em órbita, uma iniciativa que busca ampliar a capacidade computacional além das limitações da infraestrutura terrestre.
Enquanto a estreia da SpaceX dominava as atenções em Wall Street, os principais índices dos Estados Unidos registravam ganhos consistentes. O S&P 500 avançava 0,51%, alcançando 7.431,77 pontos. O Dow Jones Industrial Average subia 0,72%, para 51.215,25 pontos, enquanto o Nasdaq Composite ganhava 0,45%, chegando a 25.925,64 pontos.
As ações de empresas de menor capitalização também apresentavam desempenho positivo. O Russell 2000 avançava 1,10%, atingindo 2.953,13 pontos. Já o índice de volatilidade VIX recuava 4,58%, para 18,55 pontos, sinalizando uma redução da cautela entre investidores.
O sentimento mais favorável nos mercados foi impulsionado por sinais de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã. Investidores acompanham informações de que os dois países estariam próximos de um acordo provisório, tema que deve continuar sendo discutido em encontros internacionais previstos para os próximos dias.
A expectativa de diminuição das tensões geopolíticas pressionou o mercado de energia. Os contratos futuros do petróleo bruto para julho recuavam 3,42%, sendo negociados a US$ 84,71 por barril. O movimento ocorreu após o petróleo atingir os menores níveis observados desde março durante o pregão.
Em contrapartida, o ouro avançava 3,03%, sendo negociado a US$ 4.238,70, refletindo a demanda contínua por ativos considerados reserva de valor. No mercado de criptomoedas, o Bitcoin registrava alta de 2,33% e era negociado próximo de US$ 63.953, acompanhando o aumento do apetite por risco observado nos mercados globais.
Outro fator que contribuiu para o otimismo dos investidores foi a divulgação de novos dados econômicos nos Estados Unidos. A Universidade de Michigan informou que a confiança do consumidor subiu de 44,8 em maio para 48,9 na prévia de junho. Além disso, as expectativas de inflação para os próximos 12 meses ficaram em 4,6%, abaixo das projeções do mercado, reforçando a percepção de um ambiente econômico mais favorável para ativos de risco.














