- BlackRock amplia oferta com ETF de Bitcoin e rendimento
- ETF BITA terá taxa competitiva de 0,65%
- Lançamento do ETF de Bitcoin pode ocorrer em breve
A BlackRock deu mais um passo para colocar no mercado um novo ETF de Bitcoin voltado para investidores que buscam exposição à maior criptomoeda do mercado combinada com geração de renda. A maior gestora de ativos do mundo protocolou junto à SEC sua quarta alteração no pedido de registro do iShares Bitcoin Premium Income ETF, indicando que o lançamento do produto pode estar próximo.
O novo documento foi enviado ao regulador norte-americano na terça-feira e traz detalhes atualizados sobre a estrutura do fundo. O produto foi inicialmente apresentado em janeiro e tem como proposta unir a valorização potencial do bitcoin à vista com uma estratégia voltada para obtenção de rendimentos adicionais.
Segundo o registro, o fundo utilizará uma abordagem baseada na venda ativa de opções de compra. Essa estratégia busca gerar receitas recorrentes por meio de operações envolvendo principalmente ações do IBIT, o ETF spot de Bitcoin da própria BlackRock, além de índices relacionados a produtos negociados em bolsa vinculados ao ativo digital.
“O objetivo do Fundo é refletir, de forma geral, o desempenho do preço do bitcoin, ao mesmo tempo que proporciona rendimentos premium através de uma estratégia de gestão ativa de emissão (venda) de opções de compra, principalmente sobre ações da IBIT e, ocasionalmente, sobre índices de ETPs”, afirmou o documento de registro do ETF.
A mais recente atualização também revelou que o fundo cobrará uma taxa de patrocínio de 0,65% ao ano. O ETF será negociado na Nasdaq sob o código BITA, conforme já havia sido informado em versões anteriores da documentação.
Para analistas do setor, o custo reduzido pode representar uma vantagem competitiva relevante. Eric Balchunas, analista sênior de ETFs da Bloomberg, destacou que a taxa proposta pela BlackRock é inferior à cobrada por alguns dos principais ETFs de Bitcoin que utilizam estratégias de opções cobertas disponíveis atualmente no mercado americano.
“Acho que isso vai ser lançado muito em breve”, disse Balchunas. “Eles estão sob pressão para chegar ao mercado antes do Goldman Sachs , que entrará em vigor por volta de 1º de julho. Que comece a competição.”
O lançamento do BITA ocorre em um momento em que a disputa pelo mercado de ETFs ligados ao bitcoin se intensifica nos Estados Unidos. A BlackRock já lidera esse segmento por meio do IBIT, o maior ETF spot de Bitcoin do mercado, com aproximadamente US$ 47,21 bilhões em ativos líquidos sob gestão.














