- Lei da Clareza disputa espaço na agenda do Senado
- Regulação de criptomoedas nos EUA depende de prazos apertados
- Clarity Act pode ser aprovado até agosto
Enquanto o setor acompanha os bastidores em Washington, o bitcoin é negociado em torno de US$ 65.961 no momento, após recuar mais de 5% nas últimas 24 horas e tocar a menor cotação em seis semanas. O mercado de criptomoedas observa de perto cada passo da regulação americana. Kraken
A principal prioridade política do setor vive um momento delicado. A chamada Lei da Clareza do Mercado de Ativos Digitais foi formalmente encaminhada para votação no Senado, mas o tempo disponível no calendário pode se transformar num obstáculo difícil de superar.
Restam cerca de oito semanas de sessões plenárias antes que os legisladores entrem em recesso de verão e se voltem às eleições legislativas de meio de mandato. Conforme a temporada eleitoral esquenta, a disposição para cooperação entre os partidos tende a diminuir.
Nesse intervalo curto, o Clarity Act ainda precisaria cumprir várias etapas processuais que só começam após a finalização do texto sobre estrutura de mercado. Isso exige resolver disputas entre os partidos e a Casa Branca, algo que segue em aberto.
Sobre o prazo de aprovação, há expectativas distintas. Funcionários da Casa Branca defendem que a lei passe pelo Congresso já no início de julho, no Dia da Independência, enquanto vários legisladores apontam o fim de julho ou o começo de agosto, na última semana antes do longo recesso.
Mesmo com apoio bipartidário relevante, o projeto compete por tempo com outras pautas urgentes. A prorrogação da FISA tem gerado atritos, em parte por uma proposta de proibição às moedas digitais de bancos centrais, hoje limitada a um prazo temporário de três anos.
O atual presidente dos EUA também pressiona para vincular pautas como identificação eleitoral a outras leis. Em publicação recente, ele afirmou: “Sob minha liderança, vamos codificar uma estrutura de mercado de ativos digitais à prova de futuro, que não poderá ser desfeita pelos detratores das criptomoedas”.
A senadora Cynthia Lummis, que preside a subcomissão de ativos digitais do comitê bancário, mantém apoio constante à aprovação do texto sobre as criptomoedas.












