- Futuros do Dow Jones caem com petróleo acima de US$ 100
- S&P 500 e Nasdaq recuam com choque no preço do petróleo
- Alta do petróleo pressiona bolsas e risco inflacionário
Os futuros das principais bolsas dos Estados Unidos hoje iniciaram a semana em forte queda, refletindo a disparada no preço do petróleo, que voltou a superar a marca de US$ 100 por barril. A escalada no mercado de energia aumentou as preocupações dos investidores com inflação e crescimento econômico, pressionando os índices acionários globais.
Os contratos futuros do Dow Jones registravam queda próxima de 2%, equivalente a mais de 800 pontos. Já os futuros do S&P 500 eram negociados na região de 6.635 pontos, com recuo de aproximadamente 1,7%. No setor de tecnologia, os futuros do Nasdaq 100 também operavam em baixa, com perdas perto de 1,5%.
O movimento amplia o clima negativo que já havia marcado a semana anterior nas bolsas americanas. O Dow Jones acumulou queda de cerca de 3%, registrando sua pior performance semanal em quase um ano. O S&P 500 recuou aproximadamente 2%, enquanto o Nasdaq Composite encerrou o período com perdas superiores a 1%.
Grande parte da pressão sobre os mercados vem do setor energético. O petróleo disparou no final do domingo após tensões no Oriente Médio afetarem diretamente a produção da região e gerarem preocupações sobre o fornecimento global.
Um dos fatores centrais foi o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo. O bloqueio da passagem elevou os receios de interrupções no fluxo global da commodity.
Ao mesmo tempo, países produtores começaram a reduzir a produção. O Kuwait confirmou cortes na extração de petróleo, embora não tenha divulgado a magnitude da redução. Já no Iraque, estimativas indicam que a produção pode ter caído cerca de 70%, ampliando o impacto no mercado energético.
Como resultado, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, saltou aproximadamente 18%, superando US$ 107 por barril. O petróleo Brent, referência internacional, também registrou forte valorização, com alta próxima de 17% e preços acima de US$ 108.
A velocidade da valorização chama atenção do mercado. Trata-se da maior disparada do petróleo desde a década de 1980 e da primeira vez desde os primeiros meses da guerra na Ucrânia, em 2022, que os preços ultrapassam novamente a marca de US$ 100 por barril.
Desde o início das tensões envolvendo o Irã, o Brent acumula valorização superior a 50%, enquanto o WTI registra alta acima de 60%.
Além da turbulência no mercado de energia, investidores também acompanham os próximos dados econômicos dos Estados Unidos. Entre os principais indicadores da semana estão o índice de preços ao consumidor (CPI), que será divulgado na quarta-feira, e o índice de despesas de consumo pessoal (PCE), previsto para sexta-feira.
Esses relatórios devem oferecer sinais importantes sobre o comportamento da inflação no país, especialmente em um momento em que o aumento do petróleo ameaça elevar os custos globais de energia e transporte.
No mercado de criptomoedas, o Bitcoin também refletia o clima de aversão ao risco global. No momento da publicação, o BTC era negociado próximo de US$ 66.266,91, registrando queda de quase 2% nas últimas horas.














