- Mercados de ações europeus caem com guerra no Irã
- Investidores globais atentos ao conflito no Oriente Médio
- Tensão geopolítica pressiona bolsas e mercados financeiros
Os mercados de ações europeus iniciaram o pregão desta quinta-feira em queda, refletindo a cautela dos investidores diante da escalada da guerra no Irã. O aumento das tensões no Oriente Médio tem ampliado a aversão ao risco nos mercados globais, enquanto operadores acompanham novos desdobramentos militares e políticos na região.
O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou recuo próximo de 0,6% nas primeiras negociações do dia. Entre os principais índices nacionais, o FTSE 100 de Londres abriu em queda de cerca de 0,4%, enquanto o DAX, da Alemanha, recuou aproximadamente 0,3%. Já o CAC 40 da França registrou baixa de cerca de 0,5%, e o IBEX 35 da Espanha iniciou o dia com retração em torno de 0,4%.
A maior parte dos setores operou em território negativo. As exceções ficaram para empresas ligadas a Petróleo e Gás, além de companhias de Serviços Públicos e do setor de Alimentos e Bebidas, que apresentaram desempenho relativamente mais estável diante do ambiente de incerteza.
As ações espanholas também entraram no radar dos investidores após um novo atrito diplomático entre os Estados Unidos e a Espanha. O atual presidente dos EUA, Donald Trump, criticou publicamente a decisão de Madri de não autorizar o uso de bases militares espanholas para operações americanas contra o Irã.
“A Espanha tem se comportado terrivelmente”, disse Trump na terça-feira. “Vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos mais nada com a Espanha.”
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, descreveu a situação no Oriente Médio como um “desastre” durante declarações feitas na quarta-feira, ressaltando o impacto político e econômico do conflito crescente.
Nos últimos dias, os confrontos militares entre os EUA e Israel contra o Irã ganharam intensidade. Israel realizou uma nova série de ataques contra Teerã na quarta-feira, enquanto o ministro da Defesa israelense afirmou que o país pretende “esmagar” as capacidades do regime iraniano.
Autoridades americanas também divulgaram números sobre as operações militares, afirmando ter destruído 17 embarcações iranianas e quase 2.000 alvos ligados ao regime.
No cenário político iraniano, relatos indicam que clérigos responsáveis pela escolha do próximo líder supremo avaliam a possibilidade de nomear Mojtaba Khamenei, filho do falecido aiatolá Ali Khamenei, para ocupar o cargo.
Analistas apontam que o resultado da chamada “Operação Fúria Épica”, conduzida pelos EUA e Israel, ainda é incerto. Especialistas ouvidos por veículos internacionais afirmam que o conflito pode se prolongar caso o governo iraniano apresente maior resistência do que o inicialmente previsto.
Enquanto isso, investidores também acompanham a divulgação de resultados corporativos de grandes empresas europeias, incluindo Merck, Grupo DHL, Reckitt Benckiser, Galderma e Universal Music Group. Dados recentes de vendas no varejo da União Europeia também entram no radar do mercado ao longo do dia.














