- Futuros de Dow, S&P 500 e Nasdaq caem
- Tarifas de Trump elevam tensão nos mercados
- Ouro sobe com dólar fraco e incertezas
Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026 – O mercado de ações hoje começa a semana sob pressão. Os futuros de Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq registraram queda na noite de domingo após a Suprema Corte dos Estados Unidos contestar a legalidade das tarifas mais amplas impostas pelo atual presidente dos EUA, Donald Trump, ampliando a incerteza em torno da política comercial do país.
Os contratos futuros atrelados ao Dow Jones Industrial Average recuaram cerca de 0,6%. Já os futuros do S&P 500 hoje estava em queda de 0,7%, enquanto o Nasdaq 100 apresentou queda próxima de 0,9%, refletindo maior sensibilidade das empresas de tecnologia ao ambiente macroeconômico.
A última sessão foi marcada por forte volatilidade. Na sexta-feira, as bolsas chegaram a cair no início do pregão, mas reduziram perdas após a decisão judicial sinalizar limites ao uso de poderes emergenciais para aplicação de tarifas. Ainda assim, os principais índices encerraram o dia e a semana com ganhos relevantes, impulsionados por ajustes técnicos e recomposição de posições.
No sábado, como resposta ao posicionamento da Suprema Corte, Trump afirmou que elevaria a tarifa básica de importação de 10% para 15%, com aplicação imediata. Até o domingo, não havia confirmação formal sobre a implementação efetiva da nova alíquota, o que adicionou ruído às expectativas dos investidores.
As tensões geopolíticas também seguem no radar. O presidente dos EUA voltou a pressionar o Irã por um acordo sobre o programa nuclear, alertando para consequências caso as negociações não avancem. O petróleo encerrou a semana com alta superior a 5%, sustentado por receios de impacto na oferta global.
Em paralelo, a temporada de resultados corporativos ganha força. A Nvidia divulga seu balanço na quarta-feira, enquanto Salesforce também apresenta números no mesmo dia, oferecendo uma leitura mais ampla do setor de tecnologia. Já a Home Depot publica seus dados na terça-feira, servindo como termômetro do consumo nos Estados Unidos.
O ouro avançou após três semanas consecutivas de valorização. O metal chegou a subir até 1,4%, aproximando-se de US$ 5.180 por onça, beneficiado pela fraqueza do dólar e pela busca por proteção diante da incerteza comercial. A decisão judicial gerou dúvidas sobre acordos em negociação com parceiros estratégicos, incluindo União Europeia, Índia e Japão, ampliando a cautela nos mercados globais.














