- SBI nega possuir US$ 10 bilhões em XRP
- Participação de 9% na Ripple Labs
- XRP e Ripple geram confusão nas redes
A SBI Holdings veio a público para desmentir rumores de que manteria cerca de US$ 10 bilhões em XRP em caixa. A informação, que ganhou força nas redes sociais, exagerava a exposição da companhia japonesa ao token associado à Ripple Labs.
A confusão teria começado após a circulação de uma publicação afirmando que a SBI, parceira histórica da Ripple na Ásia, detinha uma reserva bilionária em XRP e ampliava sua atuação regional com a aquisição da plataforma Coinhako, de Singapura. O conteúdo rapidamente foi replicado, alimentando especulações sobre o tamanho real da posição da empresa no mercado de criptomoedas.
Diante da repercussão, o presidente e CEO da SBI Holdings, Yoshitaka Kitao, respondeu diretamente nas redes sociais. Ele afirmou:
“Não são US$ 10 bilhões em XRP, mas cerca de 9% do Ripple Lab. Portanto, nosso ativo oculto pode ser muito maior.”
🇯🇵🇸🇬SBI, a major partner of Ripple and holder of $10 billion in #XRP, is growing its presence in Asia through the acquisition of Coinhako, a regulated cryptocurrency platform based in Singapore. pic.twitter.com/guiLEcvkvq
— Ledger Man 🎩 (@strivex_) February 14, 2026
A declaração deixa claro que a exposição da SBI não está ligada à posse direta de tokens XRP, mas sim à sua fatia acionária na empresa responsável pelo desenvolvimento de soluções baseadas em blockchain para pagamentos internacionais. A participação de aproximadamente 9% na Ripple Labs representa um investimento estratégico corporativo, e não um estoque massivo da criptomoeda.
A SBI mantém parceria com a Ripple há anos, apoiando joint ventures e iniciativas voltadas à expansão de pagamentos transfronteiriços na Ásia. Essa relação consolidou a companhia japonesa como uma das principais aliadas da Ripple fora dos Estados Unidos, especialmente na integração de soluções voltadas a instituições financeiras.
Ao mencionar um possível “ativo oculto”, Kitao indicou que a participação acionária pode ter valor relevante no longo prazo, sobretudo em um contexto de maior clareza regulatória e expansão internacional das operações da Ripple. Esse potencial, no entanto, está atrelado à valorização da empresa como negócio, e não à cotação imediata do XRP no mercado.
O episódio evidencia como a distinção entre investimento em ações e posse de criptomoedas ainda gera ruído entre investidores. No caso da SBI Holdings, a exposição à Ripple é significativa, mas ocorre por meio de participação societária — e não por uma reserva bilionária de XRP.














