O Bitcoin hoje opera próximo de US$ 68.800, após ter alcançado a região de US$ 71 mil nos últimos dias e, na sequência, sofrer uma correção negativa. O movimento reacendeu o debate sobre a força do rali recente e sobre o pano de fundo macroeconômico que pode influenciar os próximos passos da maior criptomoeda do mercado.
Para o estrategista da Bloomberg Intelligence, Mike McGlone, o atual enfraquecimento das criptomoedas pode sinalizar algo maior. Segundo ele, o “colapso do Bitcoin/criptomoedas pode indicar a próxima recessão”. O analista questiona o discurso de “correção saudável”, frequentemente utilizado em quedas do mercado acionário, e sugere que o mantra de “comprar na baixa”, dominante desde 2008, pode estar perdendo força.
McGlone destaca que a relação entre a capitalização de mercado das ações dos EUA e o PIB atingiu o nível mais alto em cerca de um século. Ao mesmo tempo, a volatilidade de 180 dias do S&P 500 e do Nasdaq 100 estaria nas mínimas em aproximadamente oito anos — um ambiente que, historicamente, antecede períodos de ajuste mais brusco.
Collapsing Bitcoin/Cryptos May Guide the Next Recession –
"Healthy Correction" is what we should hear soon from stock market analysts (who risk unemployment if not onboard), following collapsing cryptos. The buy the dips mantra since 2008 may be over, here's why:
– US stock… pic.twitter.com/fPPc2fV3EU
— Mike McGlone (@mikemcglone11) February 15, 2026
Em sua análise gráfica, ele compara o Bitcoin (dividido por 10) com o S&P 500, ambos recentemente abaixo da região equivalente a 7.000 pontos. Para o estrategista, é improvável que o Bitcoin — descrito por ele como volátil e dependente do “beta” do mercado — se sustente acima desse patamar caso as ações percam tração. A primeira reversão considerada “normal” apontaria para 5.600 pontos no S&P 500, o que corresponderia a algo próximo de US$ 56 mil no Bitcoin.
O cenário-base mais pessimista traçado por McGlone inclui a hipótese de um pico no mercado acionário dos EUA, com questionamentos sobre se 7.000 pontos no S&P 500 e 50.000 pontos no Dow Jones realmente representariam os topos do ciclo. Nesse contexto, ele menciona a possibilidade extrema de o Bitcoin revisitar níveis muito inferiores, como US$ 10.000, caso a correção se intensifique junto a uma reversão estrutural em ações.
Enquanto isso, ativos como ouro e prata vêm apresentando desempenho superior, reforçando a percepção de busca por proteção diante de um possível aumento de volatilidade. No curto prazo, o comportamento do Bitcoin na faixa entre US$ 68 mil e US$ 71 mil deve continuar sendo observado de perto por investidores, especialmente se o mercado acionário começar a dar sinais mais claros de exaustão.














