- World Liberty lança World Swap para remessas internacionais
- Plataforma usará criptomoedas e integração com bancos
- Projeto ligado a Trump enfrenta escrutínio político nos EUA
A World Liberty Financial, empresa de criptomoedas associada a membros da família do atual presidente dos EUA, Donald Trump, planeja entrar no mercado global de remessas. A companhia revelou que está desenvolvendo uma plataforma chamada World Swap, voltada para transferências internacionais de dinheiro com custos reduzidos.
A proposta é conectar usuários diretamente a cartões de débito e contas bancárias em diferentes países, permitindo a conversão entre moedas com taxas inferiores às cobradas por intermediários tradicionais. A liquidação das operações deve ocorrer por meio de infraestrutura baseada em blockchain, utilizando recursos típicos do setor de criptomoedas.
Zak Folkman, cofundador da World Liberty Financial, apresentou o projeto durante a conferência Consensus, realizada em Hong Kong. Segundo ele, o volume global de câmbio movimenta mais de US$ 7 trilhões por ano, e parte relevante desse montante é absorvida por taxas cobradas por instituições financeiras convencionais.
A World Liberty Financial atua no segmento de ativos digitais, com foco em stablecoins e soluções de finanças descentralizadas. Recentemente, a empresa lançou a World Liberty Markets, uma plataforma de empréstimos criada para ampliar o uso de sua stablecoin atrelada ao dólar.
De acordo com Folkman, o novo braço de crédito registrou US$ 320 milhões em volume de empréstimos, com mais de US$ 200 milhões já concedidos nas quatro primeiras semanas de operação. A entrada no setor de remessas representa mais uma frente de monetização para o grupo.
O crescimento das iniciativas ligadas à World Liberty Financial ocorre paralelamente ao aumento do escrutínio político sobre os negócios de criptomoedas associados à família Trump. Especialistas em ética pública têm levantado questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse, enquanto a Casa Branca afirma que não há irregularidades.
Reportagens recentes também trouxeram atenção à estrutura societária da empresa e a seus vínculos internacionais. Um investidor dos Emirados Árabes Unidos teria adquirido participação relevante na companhia pouco antes da posse presidencial. Posteriormente, o presidente Donald Trump declarou não ter conhecimento de um suposto investimento de US$ 500 milhões relacionado ao negócio.
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos iniciou uma investigação para analisar os detalhes da operação e os laços estrangeiros envolvidos. Mesmo sob esse ambiente de supervisão política, a World Liberty Financial segue expandindo sua atuação no ecossistema de criptomoedas e serviços financeiros digitais.














