Parece até que foi ontem, mas já faz cinco anos desde que a febre do NFT explodiu mundo afora. Entre 2017 e 2021, esses tokens digitais passaram de uma curiosidade tecnológica para um fenômeno cultural que movimentou bilhões de dólares.
Talvez você se lembre de NFTs como aquelas figuras com estilo próprio que logo se tornaram fotos de perfis, artigos de luxo e eram tidas como grandes investimentos. A versão que mais associamos quando falamos de NFT é a de pinturas de macacos, mas sabia que outros animais também têm suas versões em tokens não fungíveis?
Neste artigo, vamos discutir:
Breve história dos NFTs
NFT é sigla para Non-Fungible Token (tokens não fungíveis), que, na prática, são certificados digitais únicos armazenados em uma blockchain. Diferentemente de criptomoedas como Bitcoin ou Ethereum, onde cada unidade é idêntica, os NFTs carregam características únicas que os tornam insubstituíveis.

A história começou em 2017 com os CryptoKitties, gatinhos digitais colecionáveis que podiam ser “cruzados” para gerar novos personagens. Contudo, foi em 2021 que a internet foi tomada por milhares de perfis, famosos ou não, que divulgavam e usavam fotos de artes digitais num estilo artístico bem único, é verdade.
O exemplo de sucesso na época foi o Bored Ape Yacht Club, aquele chimpanzé estilizado que virou moda em meados de 2021, até foi comprado pelo jogador de futebol Neymar por R$ 6 milhões (mas em pouco mais de um ano desvalorizou 77%).
Até o cachorro caramelo, símbolo da cultura brasileira, já virou moeda NFT, mostrando como a tendência chegou ao Brasil. Hoje já há empresas que facilitam a adoção de animais em NFT, como é o caso da RealAnimals, que negocia cards NFT e vincula o valor deles a um animal real que será adotado em até uma semana.
Popularidade dos animais na cultura pop

Até fora do universo cripto e NFT, os animais se mantêm vivos no nosso imaginário. Roteiristas e criativos, volta e meia, homenageiam esses seres tão presentes em nossas vidas. Certamente você já assistiu a um filme, documentário ou mesmo jogou algum videogame que tem personagens que são animais.
Por exemplo, existem canais por assinatura como a National Geographic, com um público fiel, que têm em sua programação documentários dedicados a mostrar a vida selvagem dos animais.
Indo para o mundo dos games, em Far Cry Primal, os animais participam de boa parte do enredo. Nesse jogo estilo sobrevivência, o personagem vive na era pré-histórica entre animais como mamute e dentes de sabre. Já nos jogos de luta da saga Tekken é possível controlar lutadores como o Kuma, um urso, e o Roger, um canguru. Mas para dar um exemplo de jogo ainda mais acessível, o Fortune Rabbit online tem um coelho carismático que gira os rolos em um slot colorido, podendo liberar vitórias a cada rodada.
Conclusão
Hoje, o mercado de NFTs ainda existe, mas em escala menor. Os projetos focam em utilidade real, seja em jogos ou experiências digitais autênticas. A febre passou, mas os animais digitais deixaram sua marca na história da internet. E quem sabe? Talvez estejamos apenas no intervalo entre um ciclo e outro dessa fascinante interseção entre tecnologia e cultura pop.














